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MUDANÇAS

CPNU 2025: Governo anuncia novas regras para a segunda edição do concurso unificado

Mudanças visam agilizar correção, aumentar transparência e simplificar o processo seletivo

Da Redação com informações do Metrópoles

Quinta - 03/04/2025 às 09:14



Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Concurso Nacional Unificado (CNU)
Concurso Nacional Unificado (CNU)

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou, nesta semana, alterações significativas para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), prevista para o segundo semestre de 2025. Entre as principais mudanças estão a substituição do preenchimento manual de bolinhas no cartão-resposta por um sistema de código de barras e a unificação dos editais dos blocos temáticos.

Na edição anterior, realizada em 2024, candidatos enfrentaram dificuldades relacionadas ao preenchimento manual do cartão-resposta, como marcações incorretas do tipo de gabarito e omissões na transcrição de frases obrigatórias. Para solucionar essas questões, o novo sistema adotará um código de barras único em cada caderno de questões, permitindo a identificação automática do candidato sem expor seus dados pessoais aos corretores. A ministra Esther Dweck enfatizou que essa mudança busca eliminar riscos de confusão: "Com o código de barras, cada prova será vinculada automaticamente ao candidato, sem risco de confusão."

Além da implementação do código de barras, o MGI informou que o próximo CPNU contará com um edital unificado para todos os blocos temáticos. Na edição anterior, os editais foram divididos em oito documentos distintos, correspondentes às áreas de atuação dos 21 órgãos públicos participantes. A unificação do edital tem como objetivo simplificar o processo seletivo e proporcionar maior clareza aos candidatos.

Outra novidade é a inclusão de duas carreiras transversais de nível superior: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico. Essas funções poderão ser exercidas em diversos órgãos da administração pública federal, ampliando as oportunidades para os candidatos. As carreiras serão diferentes das anteriores, com a inclusão dessas novas funções transversais.

O termo de referência para a escolha da banca examinadora responsável pelo CPNU 2025 está previsto para ser lançado ainda em abril, com a aplicação das provas planejada para o segundo semestre, possivelmente em agosto. A escolha desse período considera fatores climáticos, buscando minimizar impactos de chuvas intensas, como as que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024. A ministra Dweck ressaltou que não haverá edição do concurso em 2026 devido ao calendário eleitoral: "Por ser ano de eleição, é muito mais difícil realizar o concurso. Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral."

A primeira edição do CPNU, realizada em 2024, enfrentou desafios logísticos, incluindo o adiamento das provas devido a enchentes no Rio Grande do Sul e a demora na divulgação dos resultados, que foram publicados 194 dias após a aplicação das provas. Com as mudanças anunciadas, o MGI espera aprimorar o processo seletivo, garantindo maior eficiência e transparência para os candidatos.

Confira as principais mudanças:

  • Código de barras no cartão-resposta – O preenchimento manual de bolinhas será substituído por um código de barras único em cada caderno de questões, garantindo a identificação automática do candidato e evitando erros de transcrição.  
  • Edital unificado – Diferente da edição anterior, que teve oito editais distintos para cada bloco temático, agora haverá apenas um documento único para todo o concurso.  
  • Inclusão de novas carreiras – Duas novas carreiras transversais serão criadas:  Analista Técnico de Justiça e Defesa, Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico
  • Escolha da banca organizadora em abril – O Termo de Referência para definir a empresa responsável pela organização das provas será lançado em abril de 2025.  
  • Aplicação das provas no segundo semestre – A previsão é que as provas sejam realizadas em agosto, considerando fatores climáticos para evitar impactos de chuvas intensas em algumas regiões.  
  • Homologação até junho de 2026 – O processo seletivo será concluído antes do período eleitoral de 2026, pois não haverá nova edição do CNU nesse ano devido às restrições legais.  
  • Medidas para reduzir o desequilíbrio de gênero – Está em estudo um sistema de bonificação para mulheres nas fases iniciais do concurso, além de programas de mentoria para estimular a participação feminina em áreas dominadas por homens, como tecnologia e infraestrutura.

Fonte: Metrópoles

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