Facebook deve crescer 50% em mensagens instantâneas até 2018

Em estudo inédito sobre aplicativos de mensagens instantâneas por celular, rede social analisa hábitos de troca de mensagem


Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg Foto: Tecnologia & Informação

O Facebook realizou um estudo, comissionado junto a Nielsen, para entender como as pessoas usam aplicativos de mensagem instantânea, como o Facebook Messenger. O estudo busca entender como a possibilidade de se comunicar via mensagens impacta a vida das pessoas e como muda a forma como elas se relacionam com negócios. E a perspectiva é que a quantidade de troca de textos continue crescendo exponencialmente 2018.

Hoje, 59% das pessoas afirmam que já enviam mais mensagens hoje do enviavam que há dois anos. Nos próximos dois anos, 50% dos entrevistados acreditam que vão trocar mais mensagens com um outro indivíduo, 60% com grupos e 67% espera ampliar essa conversa com empresas. A expectativa é que a troca de mensagens cresça 56% até 2018.

Além disso, o estudo mostra como as pessoas de lugares diferentes do mundo enxergam a possiblidade de enviar mensagens de texto via aplicativo. No Brasil, por exemplo, o uso de aplicativos de mensagem instantânea é considerado conveniente, econômico e eficiente, nessa ordem.Em praticamente todos os 14 mercados as pessoas veem as mensagens prioritariamente como conveniente. Os indianos, consideram em segundo lugar a possibilidade de troca de mensagens divertidas, enquanto os australianos a consideram casual. No Brasil os entrevistados disseram que os temas que eles mais conversam com outros indivíduos são filmes, seguido de pessoas que elas conhecem e para atualizar os amigos e familiares sobre como eles estão.

Dos entrevistados em todos os mercados, 76% afirma que a possibilidade de mandar mensagens por aplicativos fez a vida deles ser melhor. E se engana quem acredita que apenas os jovens gostam de mandar mensagens. De todos os entrevistados, 65% dos Millenials (18-34 anos) dizem preferir enviar uma mensagem do que ligar ou mandar e-mails, seja para uma pessoa ou para um grupo. Entre a geração X (35-54) o número também é de 65% dos entrevistados e 63% dos baby boomers (+55 anos) declararam a mesma preferência.

Além disso, 1 em cada 2 entrevistados disse que as relações deles com outras pessoas melhoraram devido à nova forma de mandar mensagens. Aplicativos de mensagem instantânea fazem a comunicação mais simples para 69% dos entrevistados, 65% consideram que a comunicação ficou mais contínua, 65% consideram uma forma mais fácil de se comunicar com grupos e 63% consideram que as conversas se tornaram mais frequentes.

Mensagens significam negócios

Para os anunciantes, a troca de mensagens significa uma série de oportunidades de se conectar mais profundamente com seus clientes, o que leva a mais negócio. Em Abril, o Facebook lançou os bots para o Facebook Messenger, que permitem personalizar em escala a conversa com clientes. Eles garantem que as empresas a respondam eventuais dúvidas com agilidade, em tempo real e ajudar as pessoas a tomarem decisões com mais agilidade. As empresas podem também mensurar essas interações para aprimorar o contato com os clientes.

Além do uso social das mensagens, elas também passaram a impactar como as pessoas se relacionam com negócios na plataforma. Hoje, 53% afirmam que existe mais possibilidade de que os usuários comprem produtos ou adquiram serviços de negócios com os quais eles possam trocar mensagens. Entre 9 formas de comunicação, troca de mensagens com uma empresa foi escolhida como a segunda preferida.

Quando as pessoas estão considerando uma compra, um total de 35% afirmaram que fazem perguntas para um negócio e 33% questionam sobre horários, endereço e estoque. Quando decidem pela compra, 34% usam mensagens para marcar ou confirmar um agendamento e 33% fazem a compra pelos aplicativos de mensagem instantânea. Os negócios podem usar as mensagens para se conectar com os clientes também: 30% contam que dão feedback por mensagem após uma compra e 39% dividem fotos de produtos.

Fonte: Noticias ao Minuto

Próxima notícia

Dê sua opinião: