CALOR INTENSO
Natalia Costa
14 de setembro de 2026 às 14:29 ▪ Atualizado há 33 minutos
O calor voltou a castigar o Piauí. Teresina registrou 40°C no domingo (13), segundo dados da Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O maior registro do estado foi em Oeiras, com 40,7°C, enquanto Campo Maior e São João do Piauí chegaram a 39,8°C.

Além das temperaturas elevadas, o estado enfrenta um período de baixa umidade relativa do ar. Em Oeiras, o índice chegou a apenas 12%. Teresina registrou 19%, mesmo percentual de Canto do Buriti. Em Picos e Piripiri, a umidade ficou em 15%.
A Semarh emitiu aviso meteorológico para esta segunda-feira (14), com previsão de umidade abaixo de 20% em quase todo o território piauiense durante a tarde. O alerta é válido até as 22h e aponta riscos de desconforto térmico, ressecamento da pele e irritação nos olhos, boca e nariz.
A situação exige atenção ainda maior nas regiões Central e Sul do estado, onde a combinação de calor e ar seco também pode aumentar o risco de incêndios florestais.

Como se proteger do calor e do sol
Em dias de temperaturas próximas ou superiores a 40°C, a hidratação deve ser uma prioridade. A orientação é beber água regularmente ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer.
A baixa umidade também pode provocar ressecamento das mucosas, pele, olhos e lábios. O Ministério da Saúde orienta aumentar a ingestão de líquidos e, quando necessário, utilizar soro fisiológico para ajudar na hidratação dos olhos e das vias aéreas.
Para proteger a pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, procurar permanecer na sombra e utilizar protetor solar com FPS 30 ou superior. Roupas que cubram a pele, chapéu ou boné e óculos escuros também ajudam na proteção.
O protetor solar deve ser usado diariamente nas áreas expostas. A SBD recomenda reaplicar o produto a cada duas horas ou depois de transpiração excessiva ou contato prolongado com água.
Durante os períodos mais quentes e secos, também é recomendável evitar atividades físicas intensas ao ar livre, principalmente entre 10h e 16h.
Cuidados com cães e gatos
Os animais também sofrem com as altas temperaturas e podem desenvolver desidratação e hipertermia, especialmente quando ficam expostos ao sol ou em ambientes quentes e sem ventilação.
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), cães e gatos devem ter sempre água fresca disponível e um local protegido do sol, preferencialmente ventilado. A água deve ficar na sombra e ser trocada com frequência.
Os passeios também precisam ser adaptados. A recomendação é escolher os horários de temperatura mais amena, como o início da manhã ou o fim da tarde, e levar água para o animal durante a caminhada. O piso quente pode queimar as patas e o esforço físico em horários de calor intenso aumenta o risco de hipertermia.
Animais de pele clara ou com regiões pouco protegidas por pelos também podem sofrer queimaduras solares. Nesses casos, o CRMV-SP recomenda conversar com um médico-veterinário sobre o uso de protetor solar específico para animais.
Outro cuidado fundamental é nunca deixar o animal dentro de carro fechado ou em local sem ventilação.
Se o pet apresentar ofegância excessiva, salivação intensa, fraqueza, prostração ou dificuldade para respirar, é importante procurar atendimento veterinário rapidamente, pois podem ser sinais de hipertermia.
Baixa umidade pode continuar até quarta-feira
A Semarh também alerta para a possibilidade de índices ainda mais baixos nos próximos dias. Entre 14 e 16 de setembro, a previsão indica umidade relativa do ar abaixo de 15% em áreas que abrangem todo o Piauí.
A recomendação é manter a hidratação, evitar esforço físico nos horários mais quentes e secos e reduzir a exposição direta ao sol. A população também deve ficar atenta a sinais de mal-estar e procurar atendimento de saúde quando houver sintomas importantes.
Em períodos de ar muito seco, crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios precisam de atenção redobrada, já que a baixa umidade pode irritar as vias aéreas e agravar sintomas respiratórios.
Fonte: Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh)
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