RISCO E POBRES
Natalia Costa
12 de junho de 2026 às 16:06 ▪ Atualizado há 1 hora
A desigualdade de renda continua sendo um dos principais desafios de Teresina. Dados divulgados no Boletim Desigualdade nas Metrópoles, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, mostram que a capital piauiense está entre as regiões metropolitanas com maior distância entre ricos e pobres do Brasil. Em 2025, os 10% mais ricos da população ganharam, em média, 18 vezes mais do que os 40% mais pobres.
O levantamento aponta que Teresina ocupa a terceira posição no ranking nacional de desigualdade de renda entre as regiões metropolitanas analisadas. Apenas Brasília, onde os mais ricos ganham 19,7 vezes mais que os mais pobres, e Natal, com razão de 18,5, apresentam indicadores piores. Logo atrás aparecem Rio de Janeiro, com 17,9, e João Pessoa, com 17 vezes.

Além da elevada desigualdade de renda, a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina também está entre as áreas metropolitanas com maior quatidade de pessoas em situação pobreza no Brasil. Dados do boletim mostram que a região ocupa a segunda posição nacional em percentual de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, ficando atrás apenas da Grande São Luís. O levantamento considera como pobres os moradores com renda domiciliar per capita inferior a R$ 729,70 por mês, valor adotado pelo Banco Mundial e utilizado pelo IBGE em estudos sobre o tema.

Os números revelam que o crescimento da renda não tem sido suficiente para reduzir as disparidades sociais. Embora haja avanços na recuperação econômica e na redução da pobreza em várias regiões do país, Teresina ainda figura entre os centros urbanos onde a concentração de renda é mais acentuada, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas para inclusão social, geração de emprego e ampliação das oportunidades econômicas.
A pesquisa utiliza a chamada razão de rendimento, indicador que compara a renda média dos 10% mais ricos com a dos 40% mais pobres. Segundo os pesquisadores, essa métrica permite visualizar de forma mais clara a distância econômica entre os extremos da população. Em todo o conjunto das regiões metropolitanas brasileiras, os mais ricos ganharam, em média, 16,1 vezes mais do que os mais pobres em 2025.
O estudo destaca ainda que, apesar da recuperação da renda após os efeitos da pandemia da Covid-19, a desigualdade voltou a crescer em diversas metrópoles brasileiras. A maioria das regiões pesquisadas registrou aumento na diferença de rendimento entre os estratos mais ricos e mais pobres entre 2022 e 2025.
Confira a pesquisa completa:
Fonte: Boletim Desigualdade nas Metrópoles
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