A Prefeitura de Teresina recebeu 572 denúncias de criação irregular de animais de produção dentro da zona urbana da cidade em 2025. Os casos envolvem principalmente a criação de porcos, galinhas e outros animais em áreas residenciais, prática que é proibida por legislação sanitária devido aos riscos que pode representar para a saúde pública.
Esse tipo de atividade pode favorecer a proliferação de insetos, roedores e outros vetores de doenças, além de causar problemas como mau cheiro, acúmulo de resíduos orgânicos e contaminação ambiental. Esses fatores aumentam o risco de transmissão de zoonoses, que são doenças que podem passar dos animais para os seres humanos.
Dejetos dos animais atraem moscas, roedores e outros vetores que espalham doenças e contaminam o solo e a água
Especialistas alertam que o perigo não está apenas no contato direto, mas também no ambiente. Os dejetos dos animais atraem moscas, roedores e outros vetores que espalham doenças, além de contaminar o solo e a água. As fezes e a urina desses animais também contribuem para a proliferação de insetos e mau cheiro, tornando o ambiente insalubre para os moradores do entorno .
Além da questão sanitária, a presença de animais de grande e médio porte nas ruas representa um sério risco à segurança da população. Cavalos, bois e porcos soltos em vias públicas podem causar acidentes graves de trânsito, envolvendo veículos, motociclistas e pedestres. Em Teresina, a Gezoon recolheu 169 animais de grande porte que estavam soltos nas vias durante o último ano, demonstrando que o problema é recorrente. Esses animais foram levados ao setor de correição e liberados somente após o pagamento de taxas tributárias pelos proprietários.
A orientação é que, quem deseja criar esses animais, busque uma propriedade na zona rural, onde há estrutura adequada para garantir o bem-estar dos animais e a segurança de todos.
Outras ações da Vigilância em Zoonoses
A Gerência de Zoonoses também visitou mais de 1,2 milhão de imóveis durante ações de combate às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2025
Durante essas ações, foram instaladas armadilhas que coletaram cerca de 75 mil ovos do mosquito, permitindo identificar áreas de maior risco e direcionar medidas de controle. Também foram realizados bloqueios com aplicação de inseticida em 675 imóveis.
Armadilhas que coletaram cerca de 75 mil ovos do mosquito da dengue
No combate à leishmaniose visceral, conhecida popularmente como calazar, a Gerência distribuiu 28,8 mil coleiras repelentes para cães em áreas consideradas prioritárias. Já a campanha anual de vacinação contra a raiva imunizou cerca de 129 mil cães e gatos em Teresina. A unidade também realiza orientações sobre o manejo de animais sinantrópicos, aqueles que convivem próximos às áreas urbanas, como pombos, roedores, escorpiões, aranhas, caramujos e barbeiros.
Em 2025, a Gerência de Zoonoses passou a funcionar também como Ponto de Informação de Triatomíneos, conhecido como PIT, uma estratégia utilizada para fortalecer a vigilância da Doença de Chagas. Nesses pontos, a população pode entregar insetos suspeitos de serem barbeiros para identificação e análise. Outro avanço foi a inclusão da unidade como ponto de vigilância para esporotricose, uma doença causada por fungos que pode afetar principalmente gatos e também ser transmitida para seres humanos.
A Gerência de Zoonoses mantém ainda um posto fixo de vacinação contra raiva que funciona todos os dias da semana, permitindo que tutores vacinem seus animais mesmo fora das campanhas anuais. Para dúvidas, orientações ou denúncias, a população pode entrar em contato com o órgão pelo WhatsApp (86) 99441-3119.
Fonte: Prefeitura de Teresina
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