MATERIAIS

Falta de insumos da construção civil implicará problemas para retorno às obras no PI

Francisco Reinaldo, presidente do Sinduscon, afirma que a liberação do Auxílio Emergencial do Governo Federal levou a uma parcela da população a consumir


Construção Civil

Construção Civil Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A pandemia do coronavírus interrompeu o ritmo acelerado do setor da construção civil em 2020. Entretanto, em muitos municípios piauienses, apesar de terem passado por adaptações, pequenas obras ou reformas residenciais não pararam. Como as atividades não pararam durante o período de quarentena, já falta parte de insumos (material) para a construção no comércio. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), esse seria mais um aspecto desse atual cenário que requer um retorno gradual e planejado das atividades econômicas, principalmente envolvendo o setor.

Francisco Reinaldo, presidente do Sinduscon, afirma que a liberação do Auxílio Emergencial do Governo Federal levou a uma parcela da população a consumir e o reflexo disso já está na dificuldade de adquirir materiais de construção, como telhas e tijolos. “No interior essas pequenas obras não pararam. Então, o comércio que atua na comercialização de materiais está com dificuldade de insumos, o que para o setor será mais uma dificuldade, caso a construção civil volte às suas atividades. Existe, dessa forma, uma demanda reprimida que devemos ter atenção”, destacou.

Segundo o presidente do Sinduscon, é importante que o retorno gradual poderia ser iniciado pelas indústrias de cerâmicas que terá que atender essa demanda reprimida do setor. “Quando ocorrer o retorno será importante ter o abastecimento das obras com materiais e os mais variados tipos de insumos. E o que temos defendido é um plano sistematizado para que as indústrias voltem e atendam as demandas que teremos”, pontuou.

Prevenção - Desde o início da pandemia, o setor da indústria apresentou seu protocolo para manter as obras e garantir a segurança dos trabalhadores. Para evitar a proliferação do vírus nos canteiros de obras, as empresas defendem como medida a higienização das mãos, medição de temperatura, turnos para os operários e afastamento dos trabalhadores do grupo de risco.

Empregabilidade - A construção civil é uma das grandes cadeias empregadoras do país. Hoje, o setor é responsável por mais de 2 milhões de empregos diretos. Se levado em conta também os informais, são 6,3 milhões de operários. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, o ano de 2019 registrou um saldo positivo de 71.115 postos de trabalho criados, índice 315% superior em relação ao ano anterior. A tendência, no entanto, é que esses números recuem, apesar das obras em curso, arrefecendo as expectativas de desenvolvimento de um setor que vinha em franca recuperação.

Fonte: Iconenoticia

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