Educação

ECONOMIA E INOVAÇÃO

UFPI recebe recursos para transformar pesquisas em negócios

Apoio do programa Acelera NIT Brasil fortalece a transferência de tecnologias para o mercado e amplia oportunidades econômicas no Piauí

Terça - 06/01/2026 às 18:35



Foto: Fotos: Gaia Schüler Iniciativa também fortalece o suporte às incubadoras e às spin-offs ligadas à UFPI, estimulando o empreendedorismo dentro e fora da universidade
Iniciativa também fortalece o suporte às incubadoras e às spin-offs ligadas à UFPI, estimulando o empreendedorismo dentro e fora da universidade

As pesquisas desenvolvidas dentro da Universidade Federal do Piauí (UFPI) podem se transformar em soluções aplicáveis no dia a dia das pessoas e das empresas. A instituição foi selecionada na chamada nacional Acelera NIT Brasil, uma iniciativa do Governo Federal que visa ao fortalecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das universidades federais por meio da inovação, do empreendedorismo e da sustentabilidade, promovendo a profissionalização e a estruturação desse serviço. Na prática, a iniciativa cria condições para que tecnologias criadas na UFPI saiam do ambiente acadêmico, cheguem ao mercado e gerem impacto econômico e social no estado.

A UFPI conquistou o segundo lugar nacional no enquadramento Nascente da chamada, promovida pelo Ministério da Educação, alcançando nota 8,8 entre universidades federais de todo o país. O resultado reconhece a proposta apresentada pelo Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica da UFPI (NINTEC), que busca fortalecer a transferência de tecnologia e a aproximação entre a universidade, o setor produtivo e a sociedade.

Com o projeto aprovado, a UFPI passa a implementar ferramentas de inteligência competitiva e de valoração econômica das tecnologias desenvolvidas por seus pesquisadores. Isso permitirá identificar oportunidades reais de mercado, potenciais parceiros e caminhos viáveis para transformar pesquisas acadêmicas em produtos, serviços e soluções nas áreas de saúde, cadeias agroindustriais sustentáveis, bioeconomia, transição energética e tecnologias digitais.

Segundo o coordenador do NINTEC, Albemerc Moraes, a participação no programa representa uma mudança prática na forma como a inovação é conduzida na universidade. “A grande vantagem está nas capacitações e no acompanhamento oferecidos, que ajudam a estruturar ações voltadas não apenas ao registro das tecnologias, mas principalmente à sua transferência efetiva para a sociedade”, afirmou.

Albemerc Morais, Coordenador do NINTEC - UFPI

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPI, professor Rodrigo Veras, destaca que o reconhecimento nacional reforça um trabalho que vem sendo fortalecido nos últimos anos. “Promovemos uma mudança estrutural no Núcleo, que deixou de atuar apenas no registro da propriedade intelectual para assumir um papel estratégico na promoção da inovação tecnológica, no apoio aos pesquisadores e na aproximação com o setor produtivo”, explicou.

Atualmente, o portfólio tecnológico da UFPI reúne 321 ativos, entre eles patentes de invenção e registros de programas de computador. A proposta aprovada busca transformar esse conjunto de pesquisas em contratos, parcerias e negócios com impacto econômico e social, ampliando a contribuição da universidade para o desenvolvimento do Piauí.

 Professor Rodrigo Veraspró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPI

Além disso, o projeto prevê a qualificação da equipe técnica e de bolsistas do NINTEC, com apoio de capacitações conduzidas pela Universidade Federal de Minas Gerais e por sua fundação de apoio, instituições reconhecidas nacionalmente na área de transferência de tecnologia. A iniciativa também fortalece o suporte às incubadoras e às spin-offs ligadas à UFPI, estimulando o empreendedorismo inovador dentro e fora da universidade.

Para a UFPI, a expectativa é que os resultados do projeto contribuam para gerar oportunidades de negócios, estimular a criação de empregos qualificados e ampliar o acesso da sociedade a soluções desenvolvidas a partir do conhecimento científico produzido no estado.

Fonte: Universidade Federal do Piauí

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