VIOLÊNCIA CONTRA INDÍGENA
Da Redação
10 de junho de 2026 às 09:48 ▪ Atualizado há 1 hora
A família do indígena Marciano Gonçalves Ramires, de 21 anos, pediu justiça após a divulgação de vídeos que mostram o jovem sendo agredido por integrantes de um grupo conhecido como "Segurança Indígena" na Aldeia Amambai, em Mato Grosso do Sul. As imagens, que circulam nas redes sociais, registram cenas de violência com socos, chutes e o uso de descargas elétricas contra o rapaz.
Segundo familiares, Marciano foi abordado após ser acusado de furtar e abater uma vaca em uma propriedade rural localizada nas proximidades da aldeia. De acordo com relatos, ele teria sido amarrado e submetido às agressões antes de ser encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai.
A agressão ocorreu na última sexta-feira (5). Moradores da comunidade afirmam que o grupo responsável pela ação atua na aldeia com a justificativa de manter a ordem interna. Também há denúncias de que a atuação da chamada Segurança Indígena teria o consentimento de lideranças locais.
Após ser levado à delegacia, Marciano teve a prisão revogada por decisão judicial e foi colocado em liberdade. Em seguida, passou por exame de corpo de delito no Hospital Regional de Amambai. Conforme informações repassadas pela família, o laudo inicial apontou escoriações leves, mas os parentes contestam a avaliação.
"Não me deram nada para tomar, não me aplicaram nada. Estou sentindo muita dor e mal consigo andar", relatou Marciano.
A circulação dos vídeos gerou repercussão e chegou a provocar rumores sobre a morte do jovem. No entanto, familiares confirmaram que ele está vivo e se recupera em casa, embora ainda apresente dificuldades para caminhar e dores em várias partes do corpo.
Ao site Ponta Porã News, o pai de Marciano afirmou que o filho permanece debilitado e recebendo cuidados da família. “Quase mataram meu filho e queremos justiça”, declarou.
Os familiares também relataram que o jovem apresentou episódios de vômito com sangue após retornar para casa. Segundo eles, o tratamento tem sido realizado de forma caseira enquanto aguardam novos encaminhamentos médicos.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes para apurar as denúncias de agressão, possível tortura e eventual atuação irregular do grupo de segurança dentro da aldeia. De acordo com os parentes, os suspeitos já teriam sido identificados pela polícia, mas os nomes não foram divulgados oficialmente em razão do andamento das investigações.
Veja o vídeo (cenas fortes!):
Fonte: Campo Grande News e MS em Foco
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