Luta quilombola
Teresinha Ferreira
25 de julho de 2026 às 11:32 ▪ Atualizado há 57 minutos
Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, valorizando a luta por direitos das mulheres negras.
Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, no século 18, após o assassinato de seu marido, José Piolho. Conhecida como “rainha Tereza”, ela manteve a resistência de sua comunidade multiétnica contra a escravidão por duas décadas.
Apesar das incertezas sobre sua morte ou origem, Tereza é símbolo de resistência e inspiração para mulheres negras no país, segundo Leonor Costa, jornalista e pesquisadora em Direitos Humanos. “Teresa de Benguela ensina que frente à opressão, a única saída é a luta”, declara Costa.
O sistema de governança do quilombo por Tereza era semelhante a um Parlamento, com decisões coletivas. Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, frisa a urgência na titulação das terras quilombolas, ressaltando que a maioria dos habitantes desses territórios são mulheres vítimas de violência e exploração.
Existem no Brasil mais de 8 mil quilombos, habitados por mais de 1,3 milhão de pessoas. A garantia desses territórios é crucial, segundo Mbaye.
Desde 2014, o 25 de julho é oficialmente o Dia Nacional de Tereza de Benguela. A data soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, criado em 1992, em um encontro histórico na República Dominicana.
No Brasil, iniciativas como Julho das Pretas, celebrada desde 2013, promovem mais de 600 atividades, destacando ações como a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que busca justiça para vítimas de violência racial.
Fonte: Agência Brasil
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