Brasil

INVESTIGAÇÃO

Renato Kalil diz que teve “discussão” antes da morte da esposa

Ilana Kalil foi morta com um tiro dentro de casa

Alinny Maria

16 de março de 2022 às 14:07


Ilana Kalil e Renato Kalil
Ilana Kalil e Renato Kalil

Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, o ginecologista Renato Kalil alegou que sua esposa, Ilana Kalil, encontrada morta na madrugada da última segunda-feira (14/3), demonstrava uma “irritabilidade frequente” e estava sendo acompanhada por um médico psiquiatra.

Kalil deu sua versão à polícia sobre o que aconteceu naquela noite, antes da morte de Ilana. O médico alegou que sua esposa ficou “revoltada” por precisar apagar sua conta no Instagram devido a “questões que o casal vinha enfrentando”.

Em dezembro do ano passado, Renato Kalil foi acusado de violência obstétrica por uma paciente. Depois, outras mulheres fizeram denúncias de abuso sexual e assédio. O médico negava as acusações.

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No depoimento à polícia, Kalil contou que a esposa passou 40 minutos sem conseguir dormir, até que desceu para a sala, enquanto ele ficou no quarto. Antes de subirem para o quarto, o médico disse que ele e a esposa tiveram uma “pequena discussão”. O depoimento registrado pela polícia, no entanto, não detalha o teor da conversa.

Às 3h36, segundo ele, Ilana ligou para o marido para se despedir e mandou mensagens. Logo depois, ele disse que escutou um “estampido”. Por isso, diz o médico, desceu rapidamente para a sala e, lá, se deparou com o corpo da esposa deitado no sofá.

Arma ao lado de Ilana

Em seu depoimento, Kalil disse que tentou verificar o pulso da mão esquerda de Ilana, e que a arma estava ao lado da mão direita dela. O médico disse que colocou uma almofada sobre o rosto da mulher para que as filhas não a vissem morta, e ligou para segurança de sua rua, que acionaram a polícia.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio e, quando chegaram ao local, encontraram a mulher com um revólver calibre .357 próximo à mão direita.

Um policial militar relatou ter achado ao lado do corpo da vítima “uma garrafa de bebida sobre a mesa e uma carta de despedida ao lado”. O revólver, segundo o médico, é de seu pai e está com a documentação em dia.  O médico alegou ainda que sua esposa já havia sido internada em duas clínicas psiquiátricas.

Fonte: Metrópoles



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