Brasil

POLILAMININA

PM baleado no pescoço volta a ter movimentos após tratamento com polilaminina

Romildo Leobino é o 1º maranhense a usar polilaminina; substância experimental busca regenerar neurônios e já devolveu força às mãos do policial

Da Redação

Quinta - 19/02/2026 às 17:53



Foto: Reprodução Romildo Leobino, de 46 anos, apresentou os primeiros sinais de melhora após passar por um procedimento experimental com a substância polilaminina
Romildo Leobino, de 46 anos, apresentou os primeiros sinais de melhora após passar por um procedimento experimental com a substância polilaminina

O policial militar do Maranhão, Romildo Leobino, de 46 anos, apresentou as primeiras melhoras motoras e respiratórias após passar por um tratamento experimental com  polilaminina. Baleado no pescoço durante uma operação contra o tráfico em Bom Jardim, o PM recebeu a aplicação de polilaminina no Hospital do Servidor, em São Luís.

 Em pouco tempo, a família e a equipe médica já registraram avanços importantes: Romildo recuperou o controle do tronco, voltou a ter contrações musculares nas pernas e já consegue apertar as mãos de familiares, além de ter retirado a sonda urinária.

A polilaminina é uma substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ que funciona como uma "ponte" para os neurônios. A técnica é resultado de pesquisa científica desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio. 

Ela imita uma proteína natural do corpo que ajuda na formação do sistema nervoso, estimulando a medula espinhal a se reconectar após traumas graves. No caso de Romildo, a aplicação ocorreu 28 dias após o ferimento, o que exigiu uma autorização da Justiça, já que o protocolo padrão recomenda o uso em até 72 horas. Mesmo fora do prazo ideal, o corpo do policial reagiu positivamente, trazendo esperança para o tratamento de lesões medulares.

Internado sob monitoramento constante, o policial gravou um vídeo agradecendo a evolução e destacando a melhora significativa em sua respiração. O caso de Romildo reacende o debate sobre o investimento em ciência no Brasil, já que a polilaminina é fruto de mais de 20 anos de pesquisa nacional e já mostrou resultados em outros pacientes tetraplégicos. Agora, a equipe médica foca na fisioterapia intensiva para maximizar os ganhos de força e coordenação conquistados com a substância.

Fonte: Imirante

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