O policial militar do Maranhão, Romildo Leobino, de 46 anos, apresentou as primeiras melhoras motoras e respiratórias após passar por um tratamento experimental com polilaminina. Baleado no pescoço durante uma operação contra o tráfico em Bom Jardim, o PM recebeu a aplicação de polilaminina no Hospital do Servidor, em São Luís.
Em pouco tempo, a família e a equipe médica já registraram avanços importantes: Romildo recuperou o controle do tronco, voltou a ter contrações musculares nas pernas e já consegue apertar as mãos de familiares, além de ter retirado a sonda urinária.
A polilaminina é uma substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ que funciona como uma "ponte" para os neurônios. A técnica é resultado de pesquisa científica desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio.
Ela imita uma proteína natural do corpo que ajuda na formação do sistema nervoso, estimulando a medula espinhal a se reconectar após traumas graves. No caso de Romildo, a aplicação ocorreu 28 dias após o ferimento, o que exigiu uma autorização da Justiça, já que o protocolo padrão recomenda o uso em até 72 horas. Mesmo fora do prazo ideal, o corpo do policial reagiu positivamente, trazendo esperança para o tratamento de lesões medulares.
Internado sob monitoramento constante, o policial gravou um vídeo agradecendo a evolução e destacando a melhora significativa em sua respiração. O caso de Romildo reacende o debate sobre o investimento em ciência no Brasil, já que a polilaminina é fruto de mais de 20 anos de pesquisa nacional e já mostrou resultados em outros pacientes tetraplégicos. Agora, a equipe médica foca na fisioterapia intensiva para maximizar os ganhos de força e coordenação conquistados com a substância.
Fonte: Imirante