Brasil

TRABALHO ESCRAVO

Operação Resgate VI liberta 479 trabalhadores em agosto de 2026

Ações cobriram 27 estados com apoio de MPF, PF e outros órgãos

Teresinha Ferreira

09 de setembro de 2026 às 11:00 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Em agosto de 2026, 479 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Brasil.
  • A operação envolveu o MPF, MPT, PF, DPU e MTE, ocorrendo entre 1º e 31 de agosto.
  • A região Sudeste, especialmente Minas Gerais, foi a mais afetada, com 267 resgates.
  • Entre os resgatados, havia 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes, e 68 migrantes.
  • 57,5% das ações foram rurais, principalmente na produção agrícola.
  • 36,5% das fiscalizações ocorreram em áreas urbanas, com destaque para a construção civil.
  • Foram emitidos 1.836 autos de infração por irregularidades trabalhistas.
  • Empregadores foram obrigados a pagar R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas.
  • A operação Resgate iniciou-se em 2021 para combater o trabalho escravo.
  • O MPF participou de 20 operações no ano, com muitos processos em andamento.
  • Denúncias podem ser feitas através do MPF e do Sistema Ipê.

Ministério Público Federal (MPF) Advocacia-Geral da União (AGU)
Advocacia-Geral da União (AGU)

Na Operação Resgate VI, 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados no Brasil em agosto de 2026. A ação, que envolveu o Ministério Público Federal (MPF), ocorreu entre 1º e 31 de agosto, mobilizando cinco instituições.

Além do MPF, participaram da força-tarefa o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Sudeste foi um foco principal, com 267 trabalhadores resgatados, incluindo 208 em Minas Gerais.

Do total, resgataram-se 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 68 migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A maior parte das ações foi no meio rural, representando 57,5% das fiscalizações e 292 resgates, ressaltando-se a produção agrícola como maior causa.

Na zona urbana, as operações abrangeram 36,5% das fiscalizações, com 178 resgates. A construção civil foi a atividade com mais resgates individuais, somando 85 trabalhadores. Houve ainda fiscalização em trabalho doméstico, com 14 empregadores e 9 resgates.

Durante a operação, foram emitidos 1.836 autos de infração por irregularidades trabalhistas, incluindo trabalho infantil e falhas de segurança. Houve 28 interdições por riscos graves. Verificou-se que 1.192 trabalhadores estavam sem registro formal.

Empregadores envolvidos receberam ordens para encerrar atividades e formalizar contratos, além de pagar mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas. Confira aqui o infográfico com os resultados.

Operação Resgate foi lançada em 2021 para combater o trabalho análogo à escravidão, unindo esforços para identificar, intervir e proteger os trabalhadores, implementando medidas legais e administrativas.

O MPF participou de pelo menos 20 operações neste ano, com base em várias cidades, como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e outras. Ao todo, acompanham-se 95 procedimentos extrajudiciais e 491 inquéritos. Em juízo, há 759 ações penais em primeira instância.

Para denunciar, utilize a Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF ou o Sistema Ipê, da Secretaria de Inspeção do Trabalho.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)