A sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), será em 29 de abril. O relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Weverton Rocha (PDT-MA), confirmou que a leitura do parecer ocorrerá no dia 15 de abril.
Atual advogado-geral da União, Messias foi indicado pelo presidente Lula ainda em novembro de 2025, mas a mensagem presidencial só chegou ao Legislativo no início deste mês. O atraso refletiu as tensões políticas no Senado, especialmente o embate com o senador Davi Alcolumbre, que preside a CCJ e chegou a articular outros nomes para a vaga. Com o agendamento da data, Messias intensificou o "beija-mão", visitando gabinetes para garantir os votos necessários.
Para chegar à Suprema Corte, o indicado precisa cumprir etapas rigorosas de avaliação. No dia 29, ele será questionado por senadores sobre sua trajetória jurídica e posicionamentos em temas sensíveis. A aprovação na comissão exige apenas maioria simples. Superada a CCJ, a indicação segue para o Plenário do Senado. Lá, a votação é secreta e Messias precisará de maioria absoluta (pelo menos 41 dos 81 senadores) para ter seu nome confirmado.
A expectativa entre aliados do governo é de que o nome seja aprovado sem grandes percalços, uma vez que o diálogo com lideranças da oposição e do centro avançou nas últimas semanas. Se confirmado, Jorge Messias assumirá a cadeira deixada pela aposentadoria de um dos ministros da corte, consolidando o perfil técnico e político desejado pelo Planalto.
Perfil de Jorge Messias
Atual AGU, Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e é natural de Pernambuco. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023.
Veja os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:
- Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;
- Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES;
- É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;
- Mantém relação próxima com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.
Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES.
Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023.
A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao STF.
Fonte: Metropoles/g1
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