Brasil

TECNOLOGIA EM PREVISÃO DE TEMPO

Inpe implementa novo modelo para previsão do tempo no Brasil

Monan, rodando no supercomputador Jaci, oferece previsões mais precisas

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 00:25 ▪ Atualizado há 37 minutos

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  • O Inpe lançou o Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan).
  • O Monan é operado pelo supercomputador Jaci em Cachoeira Paulista, SP.
  • Ele aumenta a precisão das previsões meteorológicas, equiparando-se aos principais órgãos internacionais.
  • Utiliza equações físicas e dados de satélites com resolução de 10 km, atualizando previsões duas vezes ao dia.
  • Oferece previsões com até 11 dias de antecedência.
  • Ajuda no monitoramento de desastres e planejamento agrícola.
  • Proporciona ao Brasil maior controle sobre seus dados climáticos.
  • Futuras etapas incluem um modelo regional para a América do Sul com resolução de 5 km.

Agência Brasil Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou a operação do Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido nos últimos três anos. O sistema opera no supercomputador Jaci, localizado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista, São Paulo.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Monan eleva a precisão das previsões meteorológicas brasileiras ao nível dos principais órgãos dos Estados Unidos e da Europa.

O modelo utiliza equações físicas e dados de satélites e estações meteorológicas, oferecendo uma resolução de dez quilômetros e atualizações duas vezes ao dia. O MCTI afirma que o Monan é capaz de gerar previsões confiáveis com até 11 dias de antecedência.

Além de melhorar o monitoramento e emissão de alertas para desastres, a nova ferramenta suportará o planejamento agrícola, ao prever mudanças climáticas e estimar chuvas nas bacias hidrográficas.

Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, destaca que o Monan proporciona soberania ao Brasil sobre seus dados climáticos, o que resulta em decisões públicas mais rápidas e um apoio efetivo ao desenvolvimento econômico.

As próximas etapas do projeto incluem o desenvolvimento de um modelo regional que abrangerá a América do Sul, captando variações meteorológicas em áreas de até cinco quilômetros, além de previsões de curtíssimo prazo.

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Fonte: Agência Brasil