TSUNAMIS
Teresinha Ferreira
29 de setembro de 2026 às 20:41 ▪ Atualizado há 3 horas
O tsunami meteorológico que atingiu a costa sul de Santa Catarina em 21 de setembro foi registrado por moradores, câmeras de segurança e equipamentos locais. As imagens capturadas ajudaram os pesquisadores a identificar o fenômeno e a analisar dados da rede profissional de monitoramento.
Ainda assim, a falta de séries históricas e a limitação dos equipamentos dificultam o estudo desses eventos no Brasil. Segundo Mauro Michelena, professor de Oceanografia Física na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a escassez de dados históricos impede a determinação da frequência desses fenômenos.
„Agora quase todo local é filmado", disse Michelena, ressaltando que a recente ocupação costeira intensificou os registros visuais. "Antes disso, o monitoramento era quase inexistente.”
O fenômeno rápido é associado à interação de sistemas atmosféricos com o mar, podendo ocorrer em áreas de pouca profundidade. Eventos climáticos extremos estão sob estudo globalmente, mas não há evidências suficientes para afirmar um aumento de sua frequência.
De acordo com Michelena, o litoral catarinense possui uma rede limitada de marégrafos, formada há cerca de uma década, dificultando a previsão. „Mais dados são necessários para melhores previsões", afirmou.
Ele também destaca a importância dos relatos de pescadores locais, que possuem conhecimento tradicional das condições marítimas. „Esse conhecimento, embora adaptável, permanece vital para as pesquisas", concluiu.
Fonte: Agência Brasil