Brasil

Desertificação no Brasil

Desertificação no Brasil ameaça água e segurança alimentar

Regiões do Nordeste e outras áreas são as mais afetadas pelo avanço da desertificação.

Teresinha Ferreira

15 de agosto de 2026 às 09:25 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A desertificação ameaça 39 milhões de brasileiros, incluindo sertanejos e povos indígenas.
  • Brasil enfrenta degradação do solo devido a atividades humanas e mudanças climáticas.
  • 18% do território nacional está em Áreas Suscetíveis à Desertificação, com maior gravidade no Nordeste e outras regiões.
  • A COP17 abordará soluções para a desertificação global.
  • A Caatinga, bioma mais afetado, tem 11% do solo em estado crítico e é essencial no sequestro de carbono.
  • Programa Recaatingar busca restaurar 10 milhões de hectares na Caatinga em 20 anos.
  • ASA promove tecnologias de captação de água e agricultura sustentável.
  • Construção de cisternas e valorização da agricultura familiar são iniciativas chave.
  • Agência Brasil cobrirá a COP17 para destacar impactos nas políticas brasileiras.

Agência Brasil Desertificação
Desertificação

A desertificação ameaça a segurança hídrica e alimentar de 39 milhões de brasileiros, afetando sertanejos, agricultores, povos indígenas e outras comunidades. Apesar de o Brasil não ter desertos como o Atacama ou o Saara, enfrenta a degradação do solo em várias regiões devido a atividades humanas e mudanças climáticas.

18% do território nacional são Áreas Suscetíveis à Desertificação, segundo a Sudene. O fenômeno é mais grave no Nordeste, no norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), na Mongólia, abordará possíveis soluções.

A Caatinga é o bioma mais afetado, com 11% do solo em estado crítico e quase metade da vegetação nativa suprimida. Mesmo assim, ela tem um papel vital no sequestro de carbono e na luta contra as mudanças climáticas, armazenando 72% do carbono no solo. Este bioma é foco do Programa Recaatingar, que visa restaurar 10 milhões de hectares nos próximos 20 anos.

Programas sociais, como os da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), introduzem tecnologias de captação de água e técnicas agrícolas sustentáveis para combater a desertificação. A construção de cisternas para garantir água potável e a valorização da agricultura familiar são iniciativas em destaque.

A Agência Brasil acompanhará a COP17, destacando como as discussões globais impactam o Brasil e suas políticas de combate à desertificação.

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Fonte: Agência Brasil