Brasil

CONTEÚDO ADULTO

Cristian Cravinhos vende vídeos adultos por R$ 120

Condenado pela participação no assassinato do casal Richthofen cobra R$ 120 por pacote e afirma enfrentar dificuldades para sustentar a família

Teresinha Ferreira

20 de julho de 2026 às 15:59 ▪ Atualizado há 11 horas

Ver resumo
  • Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, agora vende conteúdo adulto online devido a dificuldades financeiras.
  • Ele oferece pacotes de um vídeo e três fotos por R$ 120, negociados por mensagens privadas.
  • Inicialmente negou vender conteúdo adulto, mas confirmou após confrontado com provas.
  • Ele planeja criar um perfil em plataformas especializadas nesse tipo de conteúdo.
  • Tentou previamente ganhar dinheiro com pinturas feitas enquanto estava preso.
  • Cristian foi condenado em 2006 junto com Daniel Cravinhos e Suzane von Richthofen pelo crime em 2002.
  • Atualmente, cumpre pena em regime aberto desde 2022 após uma progressão de regime.
  • A comercialização de conteúdo adulto por si só não altera seu status penal, desde que siga a legislação.

Reprodução Redes Sociais Cristian Cravinhos afirma que começou a atividade devido a dificuldades financeiras.
Cristian Cravinhos afirma que começou a atividade devido a dificuldades financeiras.

Cristian Cravinhos, de 50 anos, condenado pela participação no assassinato de Manfred Albert e Marísia von Richthofen, começou a vender vídeos e fotografias de conteúdo adulto pelas redes sociais. Ele afirma que decidiu comercializar o material por enfrentar dificuldades financeiras enquanto cumpre pena em regime aberto.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20 de julho de 2026) pela coluna True Crime, do jornal O Globo, assinada pelo jornalista Ullisses Campbell. Segundo a publicação, Cristian oferece um pacote composto por um vídeo e três fotografias pelo valor de R$ 120. As negociações são realizadas diretamente com os compradores, por meio de mensagens privadas nas redes sociais. Cristian inicialmente negou que estivesse vendendo conteúdo adulto. Depois de receber capturas de tela das conversas mantidas com compradores, ele confirmou a comercialização. O condenado também informou que pretende criar um perfil em uma plataforma especializada nesse tipo de conteúdo. 

Dificuldades financeiras

Cristian atribuiu a decisão às dificuldades para conseguir renda após deixar a prisão e passar a cumprir a pena em regime aberto. Ele afirmou que precisa pagar as despesas da residência e ajudar no sustento da companheira e de dois enteados.

“O recomeço fora da cadeia é muito duro”, declarou Cristian ao explicar sua atual situação financeira.

Dessa forma, a afirmação de que ele começou a vender conteúdo “para sobreviver” corresponde à justificativa apresentada pelo próprio condenado. Não há, até o momento, informações independentes sobre sua renda ou sobre os valores já arrecadados com as vendas.

Tentativa de ganhar dinheiro com pinturas

Antes de entrar no mercado de conteúdo adulto, Cristian tentou obter renda com pinturas, gravuras e outros trabalhos artísticos. Parte das obras teria sido produzida durante o período em que esteve preso na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Em novembro de 2025, ele anunciou nas redes sociais a venda de uma tela pintada na unidade prisional. Cristian, entretanto, afirmou que o dinheiro obtido com os trabalhos artísticos não era suficiente para pagar as despesas familiares. A história do condenado voltou a chamar atenção nas redes sociais após a repercussão de produções audiovisuais relacionadas à Penitenciária de Tremembé e aos criminosos conhecidos nacionalmente que passaram pela unidade.

Crime aconteceu em 2002

Cristian Cravinhos foi condenado pela participação nas mortes de Manfred Albert e Marísia von Richthofen. O casal foi assassinado em 31 de outubro de 2002, dentro da residência da família, na capital paulista. Além de Cristian, foram condenados o irmão dele, Daniel Cravinhos, e Suzane von Richthofen, filha das vítimas. Daniel mantinha um relacionamento com Suzane na época do crime. As investigações concluíram que o assassinato havia sido planejado pelos três. O julgamento aconteceu em 2006 e teve ampla repercussão nacional. Mais de duas décadas depois, o caso continua sendo tema de livros, séries, documentários e produções cinematográficas.

Cumprimento da pena

Cristian obteve uma primeira progressão ao regime aberto em 2016. Em 2018, voltou ao sistema prisional depois de ser detido durante uma abordagem policial e acusado de tentar subornar agentes, além de descumprir condições estabelecidas para a manutenção do benefício. Em 2022, ele recebeu uma nova progressão e voltou a cumprir a pena em regime aberto. Nesse regime, o condenado permanece submetido às determinações e restrições impostas pela Justiça. A comercialização de conteúdo destinado ao público adulto, isoladamente, não representa alteração em sua situação penal, desde que a atividade respeite a legislação e as condições fixadas judicialmente.

Fonte: O Globo