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AGENDA PREMIADA

CPI do INSS encontra contato de Flávio Bolsonaro e Nikolas em celular de Vorcaro

Estão na lista também artistas como Luciano Huck e empresários como Joesley Batista e Nelson Tanure

Da Redação

Segunda - 16/03/2026 às 19:28



Foto: Allison Sales/Folhapress Deputado Nikolas Ferreira e senador Flávio Bolsonaro
Deputado Nikolas Ferreira e senador Flávio Bolsonaro

A CPI do INSS recebeu documentos que revelam novos nomes na lista de contatos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, entre os números encontrados, chamam a atenção os nomes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A lista, que está sendo analisada pelos parlamentares, funciona como um verdadeiro "quem é quem" do poder no Brasil, incluindo de empresários a ministros do STF.

O senador Flávio Bolsonaro negou qualquer proximidade com Vorcaro, segundo ele, seu número de telefone "não é propriamente um segredo" e qualquer pessoa pode ter passado o contato ao ex-banqueiro.

Já Nikolas Ferreira afirmou que nunca se encontrou com o empresário e não se recorda de conversas por mensagem. Ele admitiu que podem ter tido contato por possuírem um amigo em comum, o pastor André Valadão, mas garantiu que "seguramente nunca conversou sobre lista de pagamentos ou contratos". Nikolas também confirmou ter viajado em um avião de Vorcaro, mas alegou que não sabia quem era o dono da aeronave.

Além dos políticos bolsonaristas, a agenda de contatos de Daniel Vorcaro inclui uma diversidade de nomes influentes como dos políticos Ciro Nogueira, Cláudio Castro, ACM Neto, Michel Temer e Guido Mantega.

Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques. (Moraes era amigo de Vorcaro; Nunes Marques afirma não ter mantido contato) e os empresários e artistas: Joesley Batista, Nelson Tanure e o apresentador Luciano Huck.

A CPI agora investiga se esses contatos possuem relação direta com as movimentações financeiras e contratos que estão sob a mira da comissão.

Fonte: Folha de São Paulo

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