A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisa denúncias de assédio sexual contra o desembargador Magid Nauef Lauar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e pode pedir o afastamento do magistrado. A decisão ainda depende do avanço das investigações.
O Corregedor Nacional de Justiça confirma ao menos duas denúncias sob apuração. Até o momento, o órgão analisa pelo menos dois relatos: um vindo de um sobrinho do magistrado e outro de uma mulher cuja mãe trabalhou na residência do desembargador.
As acusações ganharam força nas redes sociais após a repercussão da decisão de Lauar, em absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12.
O caso ocorre em um momento de endurecimento do CNJ contra desvios de conduta no Poder Judiciário. Recentemente, o conselho determinou a aposentadoria compulsória do desembargador Orloff Neves Roch, em Goiás, por assédio, e mantém sob sindicância o ministro do Supremo Tribunal de Justiça - STJ, Marco Buzzi, por acusação semelhante.
No caso de Magid Nauef, se as denúncias forem comprovadas, as sanções podem culminar na perda definitiva do cargo.
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