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Abstenção do Enem 2020 é de 55,3%; pedido de reaplicação deve ser feito a partir de hoje

Quem perdeu a prova porque as salas estavam lotadas no domingo passado tem a partir de 12h de segunda até sexta para solicitar um novo exame.


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Enem Foto: Foto: Reprodução

O índice de abstenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 subiu no segundo dia e atingiu 55,3% do total de candidatos confirmados esperados para esta edição, anunciou o Inep no domingo (24). Este é o maior índice de toda a história do Enem. Antes, o recorde havia sido registrado em 2009.

A reaplicação do Enem ocorrerá nos dias 23 e 24 de fevereiro. Deve fazer o pedido a partir das 12h desta segunda (25) até sexta (29):

quem perdeu o Enem por problemas de infraestrutura, como as salas lotadas no domingo passado ou falta de luz nos locais de prova
quem teve diagnóstico de Covid ou doenças infectocontagiosas na véspera do exame. O Inep já recebeu até o momento 18.210 solicitações relacionadas ao novo coronavírus e aprovou 13.716 desse total
O pedido deve ser feito na Página do Participante. Cada caso será analisado pelo Inep.

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Os alunos do Amazonas e de duas cidades de Rondônia (Espigão d'Oeste e Rolim de Moura) não precisam fazer o pedido de reaplicação. Nesses locais as autoridades suspenderam a prova por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus. O Enem será realizado para esses estudantes também nos dias previstos para reaplicação - 23 e 24 de fevereiro.

De acordo com o balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2.470.396 pessoas compareceram às provas (44,7%) deste domingo e 3.052.633 (55,3%) faltaram. Ao todo, eram esperados 5,5 milhões de candidatos.

Ministro da Educação diz que abstenção no Enem era esperada: 'Não vão ser prejudicados'
"Foi mais do que a gente estava esperando", afirmou Alexandre Lopes, presidente do Inep, sobre a taxa de abstenção do Enem.

"Mas gosto de olhar o copo meio cheio: 2,5 milhões de pessoas conseguiram fazer a Enem em ambiente de pandemia, em ambiente de receio. Outros lugares do mundo não conseguiram fazer, e o Brasil, com todas as suas dificuldades logísticas e todas as suas desigualdades, você assegurar no meio da pandemia que 5 milhões pudessem fazer a prova e que 2,5 milhões façam a prova, eu acho isso uma vitória", afirma.

“O Enem é uma política social e o gasto com política social não é imediato, ele vem no futuro. Garantir que o jovem entre na universidade agora, garantir que o jovem tenha acesso à faculdade no primeiro semestre, significa que lá na frente nós vamos ter profissionais que vão dar retorno à sociedade”, diz Lopes.

Esta edição foi marcada pelo adiamento das provas para janeiro deste ano - inicialmente marcadas para novembro de 2020. A decisão foi tomada em julho do ano passado em razão do agravamento da pandemia.

Mas com os números de casos e mortes da Covid atingindo o pico em janeiro, entidades científicas e secretarias estaduais de Saúde e Educação pediram por um novo adiamento.

O próximo domingo terá a aplicação do projeto piloto do Enem digital, com provas para 96 mil inscritos.

O primeiro dia de provas regulares do Enem, no último domingo (17), teve abstenção de 51,5% de candidatos que não compareceram ao local de prova.

Fonte: G1

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