DENÚNCIA
Da Redação
23 de setembro de 2026 às 16:05 ▪ Atualizado há 58 minutos
O ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) criticou, nesta quarta-feira (23), o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por ter integrado a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de matar a menina Ana Clara Machado, de 5 anos, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Freixo questionou a atuação de Flávio no processo e afirmou que o senador assinou, ao lado de outros advogados, um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que determinou que o policial fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O caso envolve a morte de Ana Clara, atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, quando estava na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, com o irmão de 2 anos. Segundo a acusação, o disparo partiu de Delaroli, que na época era cabo do 12º Batalhão da Polícia Militar.
Recurso chegou ao STJ
Flávio Bolsonaro integrou a equipe jurídica que apresentou, em 2024, recurso no STJ para tentar reverter a decisão da Justiça do Rio que submeteu Delaroli ao Tribunal do Júri. O pedido foi negado, e o policial permanece aguardando o julgamento.
No vídeo, Freixo afirmou que a atuação do senador ocorreu quando ele já exercia o mandato no Senado.
“Você, Flávio, já era senador da República e você assina com mais quatro advogados petições para adiar o júri popular contra o assassino de Ana Clara”, declarou.
Freixo também questionou se o senador teria procurado os familiares da criança e criticou a decisão de atuar na defesa do policial.
“Você, Flávio, usa seu poder político para defender este assassino e faz de tudo para que esse júri não acontecesse, para que ele não responda pelo assassinato de uma criança de 5 anos de idade”, afirmou.
Morte de Ana Clara
De acordo com informações divulgadas à época, Delaroli foi preso em flagrante depois da morte da menina e teve a prisão convertida em preventiva. Posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade mediante medidas cautelares.
A Justiça determinou que o policial fosse levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio doloso. O recurso apresentado pela defesa ao STJ buscava modificar essa decisão, mas não foi acolhido.
No vídeo publicado nesta quarta-feira, Freixo também citou outros episódios envolvendo integrantes das forças de segurança e pessoas que, segundo ele, receberam apoio ou homenagens de Flávio Bolsonaro e de integrantes da família Bolsonaro.
Ao final, o petista afirmou que pretende continuar divulgando informações que considera relevantes sobre a atuação política do candidato.
Até a publicação desta matéria, não havia sido localizada manifestação de Flávio Bolsonaro especificamente em resposta às declarações feitas por Freixo nesta quarta-feira.
O caso de Ana Clara segue aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.
Fonte: Revista Fórum
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