Política

DISPUTA PRESIDENCIAL

Augusto Cury diz que Lula 'vai destruir' Flávio no 2° turno

Candidato do Avante afirmou que presidente teria vantagem em eventual confronto com senador e descartou apoiar os dois

Da Redação

23 de setembro de 2026 às 10:56 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Augusto Cury afirmou que Lula derrotaria Flávio Bolsonaro em um segundo turno em 2026.
  • Cury descartou aderir ao voto útil em Flávio Bolsonaro, defendendo sua candidatura como alternativa.
  • Ele opinou que se Jair Bolsonaro perdeu, Flávio também perderá contra Lula.
  • Cury expressou desejo de enfrentar Lula no segundo turno para "aposentá-lo."
  • Rejeitou aproximação com Flávio Bolsonaro, afirmando que ele não deve ser apoiado.
  • Criticou trajetória dos governos Lula, apesar de elogiar o primeiro mandato.
  • Questionou Flávio Bolsonaro sobre o projeto Dark Horse, relacionado a Jair Bolsonaro.
  • Cury é uma alternativa para eleitores não alinhados a Lula ou Flávio, segundo pesquisas.
  • A declaração faz parte de sua estratégia de manter posição própria na disputa.

Reprodução/Instagram Escritor Augusto Cury entra na corrida presidencial
Escritor Augusto Cury entra na corrida presidencial

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que o presidente Lula (PT) teria vantagem e derrotaria Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quarta-feira (23), durante uma sabatina promovida pela revista Veja.

Cury, que aparece em terceiro lugar em pesquisas eleitorais recentes, também rejeitou a possibilidade de aderir ao chamado voto útil em Flávio Bolsonaro. O candidato defendeu sua própria candidatura como uma alternativa aos dois principais nomes da disputa.

Ao comentar um eventual confronto entre Lula e Flávio, Cury fez referência à eleição presidencial de 2022, quando o atual presidente derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador.

“Se o pai perdeu, o filho também vai perder e tudo o que o Lula quer é pegar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Ele vai destruir Flávio”, afirmou Cury.

A avaliação sobre o resultado de um possível segundo turno entre Lula e Flávio é uma projeção feita pelo próprio candidato do Avante, e não um resultado eleitoral ou uma previsão oficial.

Cury diz que quer enfrentar Lula

Durante a sabatina, Augusto Cury também falou sobre a possibilidade de chegar ao segundo turno. O candidato afirmou que prefere enfrentar Lula na etapa decisiva e descartou, neste momento, apoiar qualquer um dos dois principais concorrentes.

“Eu quero Lula no segundo turno porque nós vamos aposentá-lo. Não há possibilidade, de maneira clara, de apoiar nenhum e nem outro”, declarou.

Questionado sobre uma eventual aproximação com Flávio Bolsonaro a partir da afirmação de que pretende “aposentar” Lula, Cury rejeitou essa possibilidade e afirmou que, em sua avaliação, “nem o Flávio deve ser apoiado em hipótese alguma”.

O escritor também fez críticas à trajetória dos governos Lula. Segundo Cury, o primeiro mandato do petista foi “muito interessante”, citando a atuação de Henrique Meirelles no Banco Central, mas avaliou que posteriormente os governos do PT “foi piorando”.

Candidato critica Flávio e cita caso Dark Horse

Durante a entrevista, Cury também questionou Flávio Bolsonaro sobre informações relacionadas ao projeto Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

“Ele não explicou nada dessa planilha do Dark Horse”, afirmou o candidato do Avante.

As críticas ocorrem em meio à disputa pelo eleitorado que não está diretamente alinhado aos dois principais polos da eleição presidencial. Pesquisas recentes colocam Cury entre os candidatos que aparecem atrás de Lula e Flávio no primeiro turno. Em levantamento do Datafolha, divulgado nesta quarta-feira (23), eleitores que declararam apoio a Cury, Romeu Zema, Renan Santos e Ronaldo Caiado foram questionados sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio. Nesse grupo, 43% disseram que votariam no senador, enquanto 30% escolheriam Lula; 26% optaram por branco, nulo ou nenhum.

A declaração de Cury ocorre na reta final do primeiro turno e mostra a estratégia do candidato de manter uma posição própria na disputa, sem aderir antecipadamente a Lula ou Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa da eleição.

O cenário eleitoral, porém, ainda poderá sofrer alterações até o primeiro turno, e as declarações dos candidatos sobre eventuais confrontos na segunda etapa não representam o resultado da eleição.

Fonte: Brasil 247