Política

TRANSFERÊNCIA DE RELATORIA

Defesa de Flávio Bolsonaro busca transferir investigação no STF

Tentativas de remoção visavam mudar relatoria do caso Dark Horse para André Mendonça

Teresinha Ferreira

12 de setembro de 2026 às 12:36 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou mudar a relatoria da investigação sobre o filme Dark Horse para o ministro André Mendonça.
  • Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Os pedidos para alteração da relatoria foram feitos ao STF entre 3 e 29 de julho.
  • A defesa argumenta que Mendonça deveria ser o relator, pois já está à frente de casos similares.
  • As investigações envolvem repasses de R$ 62,8 milhões e possíveis financiamentos a Eduardo Bolsonaro nos EUA.
  • A Polícia Federal deflagrou uma operação autorizada por Flávio Dino sobre desvio de emendas, com 49 mandados de busca e apreensão.
  • Entre os investigados estão Mario Frias e Karina Ferreira da Gama, da produtora Dark Horse.
  • A PF apura crimes como peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro no projeto do filme.

Agência Brasil Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça uma investigação sobre emendas parlamentares relacionadas ao filme Dark Horse, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com o sigilo processual suspenso sobre ações do Banco Master, revelou-se que Flávio é investigado por suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no financiamento do filme. Os pedidos realizados entre 3 e 29 de julho foram enviados ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao próprio Dino.

Os advogados argumentam que Mendonça deveria centralizar as investigações por já ser relator de casos similares. Eles alegam que a distribuição a Dino era uma "prevenção artificial" para definir o relator.

A defesa aponta que cinco de seis processos estavam sob a responsabilidade de Mendonça, buscando evitar decisões conflitantes. Entre as apurações estão repasses de R$ 62,8 milhões para o filme, e possíveis financiamentos a Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Na última quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação sobre o desvio de emendas, autorizada por Dino, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão. Entre os investigados estão Mario Frias e Karina Ferreira da Gama da produtora Dark Horse.

A PF investiga crimes como peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro. Os documentos levantados revelam detalhes sobre o financiamento do filme, incluindo cláusulas de confidencialidade nas contratações de profissionais envolvidos.

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Fonte: Agência Brasil