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CONFLITOS INTERNACIONAIS

Brics manifesta preocupação com conflitos no Oriente Médio

Cúpula em Nova Delhi aborda tensões regionais e reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Teresinha Ferreira

12 de setembro de 2026 às 14:43 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Reunião dos líderes do Brics em Nova Delhi, com declaração intitulada "Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade".
  • Presença de líderes como Narendra Modi, Xi Jinping, e Vladimir Putin, com Mauro Vieira representando o Brasil.
  • Bloco representa 39% do PIB mundial e 23% do comércio global.
  • Crítica a tarifas unilaterais e defesa de mais representatividade para países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.
  • Preocupações com tensões no Oriente Médio, especialmente as ações militares entre EUA, Israel e Irã.
  • Apoio da China e Rússia às aspirações do Brasil e da Índia para um papel maior na ONU.
  • Críticas ao aumento de tarifas no comércio internacional e busca por soluções para pagamentos transfronteiriços em moedas locais.

Agência Brasil Brics
Brics

Os líderes do Brics, reunidos neste fim de semana em Nova Delhi, expressaram "profunda preocupação" com as tensões no Oriente Médio. A declaração do encontro, intitulada "Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade", foi divulgada no sábado (12).

A cúpula contou com a presença de líderes como Narendra Modi (Índia), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia) e outros, além da representação brasileira por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores.

Os 11 países do Bloco, que juntos correspondem a 39% do PIB mundial e 23% do comércio global, criticaram tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam uma maior representatividade dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.

Entre as preocupações, destacou-se a guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, com Estados Unidos e Israel atacando o Irã sob a acusação de desenvolvimento nuclear. O Irã retaliou atacando Emirados Árabes e Arábia Saudita.

A declaração também defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU, visando torná-lo mais democrático. China e Rússia apoiaram explicitamente as aspirações do Brasil e da Índia por um papel maior na organização.

Quanto ao comércio internacional, os signatários criticaram o aumento de tarifas que distorcem o mercado global. A declaração também mencionou a busca por soluções práticas para pagamentos transfronteiriços em moedas locais, sem criar uma moeda específica do Brics.

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Fonte: Agência Brasil