AMEAÇA À JUSTIÇA
Da Redação
22 de setembro de 2026 às 14:27 ▪ Atualizado há 1 hora
Um homem identificado como Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (22), no bairro Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por ameaçar, perseguir e ofender uma juíza responsável por processos nos quais ele responde por suspeitas de homofobia.
De acordo com o delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop), Cassimiro teria procurado a magistrada pessoalmente no fórum e, posteriormente, conseguido o número de telefone particular dela. A partir daí, segundo a investigação, passou a enviar mensagens e áudios com conteúdo considerado ameaçador, além de fazer acusações contra a juíza.
Ainda segundo Tales Gomes, o suspeito teria ido ao fórum e feito acusações contra a magistrada na presença de outras pessoas. Depois, teria utilizado o número pessoal dela para continuar os contatos.
Suspeito admitiu envio das mensagens
Após ser preso, Cassimiro inicialmente se recusou a ser ouvido por uma delegada e, segundo a Polícia Civil, afirmou que só prestaria depoimento a um policial homem.
Em seguida, ele foi interrogado pelo delegado Tales Gomes. Durante o depoimento, conforme a polícia, admitiu ter enviado as mensagens à juíza e confirmou que esteve no fórum onde ela trabalha.
Um aparelho celular também foi apreendido durante o cumprimento do mandado de prisão.
Ao deixar a Delegacia-Geral, Cassimiro falou com a imprensa e afirmou que a magistrada teria “agido de má-fé” com ele.
Após os procedimentos policiais, ele será encaminhado ao sistema prisional.
Investigação envolve caso de homofobia contra o irmão
Além da investigação relacionada às ameaças à juíza, Cassimiro responde a outro procedimento por suspeita de homofobia contra o próprio irmão.
Segundo o delegado, o conflito entre os familiares teria começado por causa de uma disputa envolvendo uma casa deixada como herança. A investigação aponta que a orientação sexual do irmão teria contribuído para o agravamento do desentendimento.
Ainda conforme o delegado, durante o primeiro procedimento, que tramitava na Delegacia de Direitos Humanos, Cassimiro também teria feito ameaças contra a delegada responsável pela investigação. Diante da situação, o caso foi comunicado ao delegado-geral, que designou Tales Gomes para conduzir os trabalhos.
A Polícia Civil continua investigando os casos para esclarecer as condutas atribuídas ao suspeito.
Fonte: PC-PI
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