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FRAUDE PREVIDENCIÁRIA

PF cumpre mandado em Parnaíba contra grupo suspeito de fraudar 172 benefícios do INSS

Operação Laudo Cego investiga esquema que teria usado laudos médicos falsos para conseguir benefícios por incapacidade temporária

Da Redação

22 de setembro de 2026 às 09:59 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • A Polícia Federal realiza a Operação Laudo Cego, investigando fraudes em benefícios previdenciários por incapacidade temporária.
  • Foram identificados 172 benefícios suspeitos de fraude, resultando em um prejuízo de R$ 6,57 milhões.
  • A operação ocorre em diversos estados, incluindo Piauí, Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará e Ceará.
  • O grupo suspeito é composto por servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários.
  • As fraudes envolviam laudos médicos falsos, vínculos empregatícios fictícios e informações fraudulentas nos sistemas da Previdência.
  • Medidas como afastamento de sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre investigados, e bloqueio de bens foram impostas.
  • Os investigados podem responder por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documentos, e lavagem de dinheiro.
  • A investigação é um desdobramento da Operação Camisaria e busca esclarecer a participação e a extensão do esquema.

PF Polícia Federal (PF)
Polícia Federal (PF)

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta terça-feira (22), um dos 39 mandados de busca e apreensão da Operação Laudo Cego em Parnaíba, no litoral do Piauí contra um grupo suspeito de fraudar a concessão e a manutenção de benefícios previdenciários por incapacidade temporária.

Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios potencialmente fraudulentos. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

A operação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária, que também conta com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

Além de Parnaíba, os mandados são cumpridos em municípios do Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará e Ceará.

Como o grupo teria agido

Segundo a investigação, o grupo teria utilizado laudos médicos falsos para obter benefícios previdenciários de forma irregular. A organização seria formada por servidores públicos, profissionais da área da saúde, contadores, empresários e intermediários.

Entre as práticas investigadas estão a emissão de documentos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios e a inserção de informações fraudulentas nos sistemas da Previdência.

Os investigadores também apuram o recrutamento de pessoas para receber os benefícios e a movimentação dos valores obtidos de forma ilícita.

A investigação começou depois que foram identificados indícios de um esquema voltado à concessão indevida de benefícios e é um desdobramento da Operação Camisaria.

Mais de R$ 6 milhões em prejuízo

Até o momento, a investigação identificou 172 benefícios potencialmente fraudulentos. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Além das buscas, foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, proibição de contato entre eles e bloqueio de bens e valores.

As medidas têm como objetivo preservar provas e garantir eventual ressarcimento dos valores aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar a extensão do esquema.

Fonte: Polícia Federal