Brasil

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

CDH apresenta dados sobre violência contra mulheres com deficiência

Levantamento do DataSenado revela maior vulnerabilidade e tipos de abuso

Teresinha Ferreira

22 de setembro de 2026 às 13:31 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • Mulheres com deficiência enfrentam maior risco de violência e abusos, segundo levantamento do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência.
  • Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos discutirá esses dados.
  • Proposta pela Senadora Mara Gabrilli, a audiência visa destacar a vulnerabilidade dessas mulheres devido a preconceitos de gênero e barreiras sociais.
  • A pesquisa incluiu, pela primeira vez, a autoidentificação de deficiência na Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher.
  • Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência já sofreram violência doméstica.
  • 65% dos agressores são maridos ou companheiros, com violência psicológica (88%), moral (82%) e física (80%) sendo as formas mais comuns.
  • O evento será interativo, com participação de representantes de instituições e aberto ao público pelo Portal e-Cidadania.

Senado Notícias Observatório da Mulher contra a Violência
Observatório da Mulher contra a Violência

Mulheres com deficiência estão mais expostas a violência e abusos, segundo levantamento do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência. Os dados serão apresentados em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quarta-feira (23) às 10h.

Proposta pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a audiência destaca a vulnerabilidade dessas mulheres devido a preconceitos de gênero e barreiras sociais. A pesquisa integrou, pela primeira vez, a autoidentificação das mulheres com deficiência na Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher.

Mara Gabrilli destaca que este recorte trouxe mais visibilidade às experiências dessas mulheres e representa um avanço na produção de dados sobre violência doméstica e familiar.

Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência já sofreram violência doméstica, 38% desse grupo. Dos casos, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros. Formas de violência como psicológica (88%), moral (82%) e física (80%) foram as mais frequentes.

O evento, com presença de representantes de instituições como o Observatório da Mulher contra a Violência e o Instituto Maria da Penha, é interativo e aberto ao público por meio do Portal e-Cidadania.

Fonte: Senado Notícias