Economia

DÍVIDA PÚBLICA

Dívida pública brasileira atinge R$ 9,29 trilhões em agosto

Tesouro Nacional destaca estabilidade com leve alta de 0,04% no mês

Teresinha Ferreira

28 de setembro de 2026 às 18:54 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Dívida Pública Federal do Brasil encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões, praticamente estável.
  • O Tesouro resgatou mais em títulos do que emitiu, mas a dívida cresceu devido aos juros incorporados.
  • Projeções para 2026 situam a dívida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
  • A maior parte da dívida é interna, com pequena queda para R$ 8,944 trilhões, enquanto a dívida externa aumentou.
  • Títulos atrelados à Selic cresceram, atingindo 52,74% do total, o maior nível histórico.
  • Melhorou o prazo médio da dívida, agora em 4,10 anos, e reduziu a parcela com vencimento em 12 meses.
  • O custo médio anual da dívida subiu para 12,59%.
  • A reserva de liquidez caiu, mas ainda cobre 7,18 meses de vencimentos.
  • Investidores estrangeiros aumentaram participação para 9,91%, com instituições financeiras liderando.
  • O crescimento da dívida deve-se principalmente à incorporação de juros.

Agência Brasil Dívida pública brasileira
Dívida pública brasileira

A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil manteve-se estável em agosto, encerrando o mês em R$ 9,293 trilhões, uma variação de apenas 0,04%. O dado foi apresentado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (28).

Apesar de o Tesouro ter resgatado R$ 84,43 bilhões a mais do que emitiu em títulos, a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros garantiu que o estoque da dívida permanecesse em alta. A previsão mantém o final de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A maior parte da dívida concentra-se internamente. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 0,05% em agosto, totalizando R$ 8,944 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) cresceu 2,41%, somando R$ 348,26 bilhões.

Títulos atrelados à Selic ganharam destaque no relatório ao expandirem sua participação de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, atingindo o maior nível da série histórica. A dívida apresenta ainda 23,22% em títulos indexados à inflação, 20,31% prefixados e 3,74% cambiais.

O prazo médio da dívida também melhorou, passando de 4,05 anos para 4,10 anos, enquanto a parcela com vencimento em 12 meses reduziu de 18,91% para 16,39%. O custo médio anual subiu de 12,45% para 12,59%.

Mesmo com um recuo de 11,89% na reserva de liquidez, que caiu para R$ 1,208 trilhão em agosto, o Tesouro assegura que o nível atual cobre cerca de 7,18 meses de vencimentos da dívida.

Investidores estrangeiros incrementaram sua participação na dívida do mercado interno, passando a deter 9,91% do estoque de títulos. Instituições financeiras continuam liderando com 31,22%.

A dívida pública cresce principalmente devido à incorporação de juros, mesmo quando o governo realiza mais resgates do que emissões. Em agosto, os juros somaram R$ 88,39 bilhões, superando o valor dos resgates líquidos realizados.

O Tesouro Nacional mantém suas projeções para 2026 e planeja ajustar gradualmente a composição da dívida, dependendo de possíveis superávits primários futuros.

Fonte: Agência Brasil