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MERCADO DE CARBONO

MPF defende papel na proteção de comunidades no mercado de carbono

Órgão reafirma compromisso com direitos de povos tradicionais

Teresinha Ferreira

23 de setembro de 2026 às 09:25 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O MPF reafirma seu papel na proteção de comunidades tradicionais no mercado de carbono.
  • O procurador Felipe Moura Palha destacou essa missão em seminário realizado pelo CNMP.
  • A atuação do MPF é fundamentada pela Lei nº 15.042/2024, relacionada ao comércio de emissões de gases.
  • O MPF realiza consultas prévias obrigatórias para proteger direitos humanos e culturais.
  • Limitar a atuação do MPF para interesses econômicos é considerado inconstitucional.
  • Desde 2007, o MPF fornece diretrizes em um manual para seus membros.
  • Destacam-se a proteção de comunidades e a necessidade de consultas prévias justas.
  • O seminário foi realizado em parceria com a Abrampa, discutindo a nova legislação ambiental.

Ministério Público Federal (MPF) Mercado de Carbono
Mercado de Carbono

O Ministério Público Federal (MPF) reafirmou sua atuação essencial na proteção dos direitos de comunidades tradicionais no contexto do mercado de carbono. Em 17 de outubro, em Brasília, o procurador Felipe Moura Palha destacou a missão do MPF em preservar a vida e a autonomia desses povos durante um seminário no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Palha, representante das Câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR) e de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR), afirmou que a participação do MPF é mandatária pela Lei nº 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

Ele sustentou que o MPF é vital em consultas prévias obrigatórias para projetos nos territórios tradicionais, sempre visando resguardar direitos humanos e culturais. Segundo o procurador, qualquer tentativa de limitar a atuação do MPF para favorecer interesses econômicos seria inconstitucional.

Com quase duas décadas de experiência, desde 2007, o MPF lançou um manual abrangente que traz diretrizes para fortalecer essa proteção. Este documento é um guia para membros do MPF em todo o país.

Palha chamou a atenção para a necessidade de consultas prévias justas, direito de recusa das comunidades, proteção absoluta a povos isolados e eficácia climática real. Ele defendeu um diálogo transparente para evitar conflitos, mas reconheceu a necessidade de ações judiciais quando necessário.

O seminário, realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), discutiu os impactos e a regulamentação da nova legislação ambiental.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)