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DISCURSO DE LIDER ÍNDIGENA

Líder indígena denuncia invasores em discurso na ONU

Bitaté Cobra a retirada de invasores da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau.

Teresinha Ferreira

23 de setembro de 2026 às 07:27 ▪ Atualizado há 59 minutos

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  • O líder indígena Bitaté falará na ONU sobre as violações na Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, em Rondônia.
  • O discurso ocorre durante o Diálogo Interativo com o Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
  • Bitaté representa a Associação Jupau, a Conectas Direitos Humanos e a Associação Kanindé.
  • Apesar de decisão judicial pela retirada de invasores, a desintrusão ainda não foi concluída.
  • Invasores incluem grileiros e garimpeiros, além de empresários financiando ocupações para futuras aquisições.
  • A liderança indígena enfrenta ameaças, e a situação preocupa a comunidade local.
  • A ONU não pode impor medidas ao Brasil, mas busca sensibilizar sobre a situação internacionalmente.
  • Demarcações da Terra Indígena foram homologadas em 1991, mas enfrentam sobreposições por antigos projetos de assentamento.
  • Pressões políticas têm impedido o cumprimento da desintrusão determinada pelo STF em 2023.

Agência Brasil Líder indígena
Líder indígena

As violações enfrentadas pelos povos da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, em Rondônia, serão expostas nesta quarta-feira (23) pelo líder indígena Bitaté, em discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O pronunciamento ocorre durante o Diálogo Interativo com o Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Representando a Associação Jupau, a Conectas Direitos Humanos e a Associação Kanindé, Bitaté destaca que, apesar de uma decisão judicial determinar a retirada de invasores, o processo de desintrusão do território ainda não foi concluído.

A desintrusão, que Bitaté exige na ONU, refere-se à retirada de ocupantes ilegais do território indígena, incluindo grileiros e garimpeiros. Essa ação já foi determinada judicialmente, mas ainda não foi efetivada.

Em entrevista anterior ao discurso, Bitaté, de 26 anos, afirmou que espera pressionar o governo brasileiro para concluir a desintrusão. Ele denuncia que os invasores incluem empresários que financiam agricultores para posteriormente adquirir as áreas.

As violações incluem ameaças às lideranças indígenas, preocupando a comunidade que vive na Terra Indígena Uru Eu Wau Wau. Bitaté destaca a importância de sua fala para proteger a área que também abriga povos isolados.

O problema já havia sido alertado por Txai Suruí, que em 2020 pediu ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que pressionasse o governo a cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal para desintrusão do território.

Apesar dos discursos, a ONU não pode exigir medidas concretas do governo brasileiro. No entanto, esses pronunciamentos buscam sensibilizar internacionalmente sobre a situação enfrentada pelos povos indígenas.

Conforme João Godoy, da Conectas, a Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, localizada na Amazônia, é habitada por diversos povos. Suas demarcações foram homologadas em 1991, mas contêm sobreposições de terras devido a antigos projetos de assentamento.

Godoy alerta que o Supremo Tribunal Federal determinou a retirada de invasores em 2023, mas pressões políticas têm impedido o cumprimento da decisão. Ele enfatiza que as comunidades têm sido privadas de seus direitos devido à presença dos invasores.

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Fonte: Agência Brasil