Símbolo da Esperança


Planta

Planta Foto: Divulgação

As diferenças entre Lula e Bolsonaro são gritantes e peca quem sustenta que são a mesma coisa com sinais diferentes, a começar pelo símbolo que os dois fazem com as mãos. O primeiro faz um L e o segundo imita uma arma.

As pesquisas de opinião têm demonstrado que os índices de Lula e Bolsonaro vêm se mantendo estáveis com vantagem do ex-presidente que pode até vencer as eleições no primeiro turno.

Na esperança do surgimento de uma terceira via, a chamada grande imprensa, com exceção de alguns colunistas, vêm sustentando que Lula e Bolsonaro estão em dois extremos, o primeiro à esquerda e o segundo à direita, o que não é verdade.

O capitão sim, está situado na extrema-direita, o que o coloca numa posição muito próxima às ideias fascistas, mas o ex-presidente está longe de extremismos, dentro de um espectro entre o centro e a esquerda.

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Nossos grandes jornais, cujos repórteres, articulistas e colunistas, principalmente mulheres, foram duramente atacados durante esses três anos e quatro meses de um governo que odeia quem não o bajula, parece que não percebem o perigo de um novo mandato e tentam demonstrar aos olhos de seus leitores que todos os crimes que o capitão tem cometido não são de sua responsabilidade, haja visto o tratamento dado ao caso do MEC em que o ministro corrupto foi demitido, apesar de ter afirmado em áudio gravado que a ordem para privilegiar os pastores nas emendas veio de seu chefe.

Nossa imprensa não vê problema algum no fato do presidente não trabalhar – o que é facilmente constatado numa simples consulta à agenda presidencial – e só fazer campanha eleitoral com dinheiro público, mas espuma de raiva quando Lula afirma que fará uma revisão na reforma trabalhista.

Felizmente, a imprensa não é e nem representa o povo sofrido do país que foi duramente prejudicado com as reformas.

As diferenças entre Lula e Bolsonaro são gritantes e peca quem sustenta que são a mesma coisa com sinais diferentes, a começar pelo símbolo que os dois fazem com as mãos. O primeiro faz um L e o segundo imita uma arma.

Se quisermos mostrar às pessoas ainda renitentes a votar em quem já conseguiu tirar 35 milhões de pessoas da linha da miséria, o L com as mãos é o que devemos replicar não só nas redes sociais, mas também no dia a dia ao cumprimentarmos quem quer que seja.

É o símbolo que identifica quem não tolera mais 4 anos de um governo genocida, psicopata, mentiroso e corrupto.

É o símbolo que identifica quem quer que o Brasil volte a se tornar uma nação respeitada no mundo todo, deixando de ser um pária internacional.

É o símbolo que identifica quem não deseja uma sociedade homofóbica, racista, misógina e fascista, mas valoriza a diversidade.

É o símbolo de quem tem esperança, mesmo sabendo que os próximos anos de reconstrução de Brasil, que teve suas políticas públicas destroçadas, serão extremamente difíceis.

É o símbolo de quem deseja que a cultura volte a ter importância.

É o símbolo de quem não aguenta mais tanto desmatamento, tanto incentivo ao garimpo ilegal, tanto ataque aos povos indígenas, tantos crimes contra o meio-ambiente.

É o símbolo da saúde baseada na Ciência, com vacinas e remédios gratuitos para a população e com a volta do Mais Médicos para levar atendimento à população mais pobre e mais distante dos grandes centros.

É o símbolo da educação sem corrupção, com fortalecimento do Enem, do Prouni e do Pronatec.

É o símbolo de quem anseia pela volta do Minha Casa Minha Vida porque não aguenta mais os altíssimos índices de reajuste dos aluguéis.

É o símbolo de quem precisa urgentemente de emprego e salário.

É o símbolo de quem quer que o governo deixe de tratar com descaso a inflação, que reduza os preços dos alimentos, do gás e da gasolina, para que todos voltem a ter três refeições por dia.

É o símbolo de quem não quer armas, mas quer livros.

É o símbolo de quem não quer que meliantes entreguem a Petrobras, o pré-sal e nossas riquezas minerais aos países estrangeiros.

É o símbolo de quem não aguenta mais tanto obscurantismo.

É o símbolo de quem quer de volta o progresso civilizatório e não tolera mais tanta regressão.

É o símbolo da distensão contra o autoritarismo.

É o símbolo da verdade contra a mentira.

É o símbolo de quem não tolera mais orçamento secreto e sigilos de cem anos, mas exige transparência.

É o símbolo de quem não quer mais o país aparelhado por milicianos.

É, por fim, o símbolo da esperança, da união e do coletivismo contra o individualismo e o egoísmo.

Fernando Castilho

Fernando Castilho

Arquiteto, Professor e Escritor. Autor de Depois que Descemos das Árvores, Um Humano Num Pálido Ponto Azul e Dilma, A Sangria Estancada
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