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Hidrogênio verde cria carreiras profissionais que moldarão o futuro do planeta


Muitos profissionais do futuro vão surgir com o H2V

Muitos profissionais do futuro vão surgir com o H2V Foto: Divulgação

O governador Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente ra República, Geraldo Alckmin (PSB) lançaram na sexta-feira pasada (15), em Parnaíba, no litoral do Piauí, o maior projeto de hidrogênio verde (H2V) do mundo. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT) e outras autoridades federais e estaduais participaram da solenidade.

Na oportunidade, o governador disse que não se tratava apenas de um grande projeto de geração de energia limpa, mas sim uma verdadeira industrialização do Nordeste brasileiro. Ele lembrou que o Nordeste representa apenas 14% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e que agora chegou a vez de elevar esse valor do PIB nordestino com a exploração do H2.

O certo e que, à medida que o mundo se une para conter a crise climática e atingir as metas estabelecidas na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), o hidrogênio verde, (H2V) surge como peça fundamental na substituição dos combustíveis fósseis e na descarbonização da economia. E o Brasil, a partir do Piauí, parte na frente nessa corrida por um futuro mais verde, com projetos como o H2Brasil, 

Pelas suas condições naturais, o Brasil se destaca por oferecer oportunirades únicas para produzir hidrogênio verde e seus derivados: qualidade e quantidade de sol e vento, baixo custo da energia renovável, infraestrutura instalada de portos e logística de transporte. Ademais, o país pode desempenhar um papel importante como exportador para o mercado internacional e desenvolver o mercado interno nacional, utilizando o H2V em suas diversas aplicações.

Profissionais em alta - Esse processo de transição energética abre portas para profissionais especializados, os chamados fabricantes de eletrolisadores, cujas habilidades mais destacadas são as de criar dispositivos que convertem energia elétrica em hidrogênio, o que crucial para produção em grande escala do H2V. Estes profissionais estão na vanguarda da transformação energética, moldando as ferramentas que alimentarão o futuro.

Engenheiros de células a combustível - Outros profissionais em alta nesse novo e muito promissor mercado de trabalho são os engenheiros e técnicos de células a combustível. Eles são peças-chave neste quebra-cabeça para a transição energética. Com seu conhecimento técnico, eles são os maestros que afinam a sinfonia da energia sustentável, garantindo que o hidrogênio verde seja utilizado da forma mais eficiente possível.

Aço, química e mobilidade - Para os especialistas da área, o setor de hidrogênio verde não se limita à produção de energia. Ele se estende por áreas como a indústria do aço e química, desempenhando um papel significativo no cenário econômico e ambiental. Profissionais dessas indústrias também são fundamentais na implementação de práticas sustentáveis, alinhando produção com preservação ambiental.

Profissionais focados em hidrogênio para mobilidade em todos as áreas estão dirigindo uma verdadeira revolução no transporte. Eles estão na linha de frente, desenvolvendo soluções que prometem transformar a maneira como nos movemos atualmente, tornando-a mais limpa e sustentável.

Educação e capacitação - Com o surgimento dessas novas carreiras, a educação e a formação profissional terão de se adaptar o mais breve possível para atender às demandas deste mercado emergente. Instituições acadêmicas e centros de formação técnica já estão atualizando seus currículos para preparar a próxima geração de profissionais para um mercado de trabalho em evolução.

De acordo pesquisas recentes, o hidrogênio verde não é apenas um símbolo de um futuro sustentável, mas também um catalisador para a criação de carreiras inovadoras. O Brasil, a partir do estado do Piauí, lidera essa revolução energética, pavimentando o caminho para inovações, desenvolvimento sustentável e novas oportunidades profissionais no século XXI.

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Luiz Brandão

Luiz Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.
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