MANIFESTAÇÃO NACIONAL
Por Luiz Brandão
04 de dezembro de 2024 às 13:58
Representantes de sindicatos, associações de classe, partidos políticos e movimentos sociais estão organizando manifestações em todo o Brasil no próximo dia 10 de dezembro. O ato, que marca o Dia Internacional dos Direitos Humanos, tem como principais pautas a defesa da democracia e a punição dos responsáveis pelas tentativas de golpe de Estado ocorridas entre 2022 e 2023.
Em Teresina, o evento será realizado na Praça Rio Branco, a partir das 8 horas. A programação inclui discursos, apresentações culturais e uma caminhada simbólica até o Centro Artesanal Mestre Dezinho, na Praça Pedro II, local historicamente associado à repressão durante a Ditadura Militar.
Os organizadores reforçam que o movimento tem como objetivo exigir a responsabilização de todos os envolvidos nas tentativas golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, generais e outros oficiais militares. Eles destacam que o ato é um alerta para a sociedade sobre a importância de proteger as instituições democráticas e honrar os princípios da Constituição.
Em Brasília, faixas pedindo a prisão de Bolsonaro e dos demais golpistas estão por toda parte. Dia Internacional dos Direitos Humanos
O ato em 10 de dezembro também celebra os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, reforçando a importância de preservar os direitos básicos da população e de combater qualquer ameaça ao estado democrático de direito.
Além disso, a caminhada até o Centro Artesanal Mestre Dezinho visa relembrar o papel de resistência da sociedade civil e homenagear as vítimas da Ditadura Militar, reafirmando o compromisso com a memória e a verdade.
A organização local do evento realizou reunião no Sindicato dos Bancários de Teresina, na tarde de terça-feira (3), onde foi definida a logística da manifestação. "O ato é aberto ao público, e os organizadores esperam ampla adesão", disse o professor Marcelino Fonteles, um dos organizadores da manifestação em Teresina.
"A sociedade não perdoa mais essa coisa de golpe e tentativa de implantar ditadura no país. Por isso nós vamos às ruas mostrar que a sociedade não aceita anistia aos que tentaram um golpe de estado e quer a prisão e punição exemplar deles para não ocorram mais esses episódios que colocam a nossa democracia em risco", explica o professor Marcelino Fonteles, acrescentado que essas tentativas de golpe só ainda existe porque nunca houve punição ao golpista de 1964, por exemplo.
OBRA MAL FEITA
SANGUE NOVO EM BRASÍLIA
ECOIGNORÂNCIA
LIDERANÇA
HISTÓRIA
ELEIÇÕES 2026