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Percepções de um piauiense na China


Deputado Francisco Limma

Deputado Francisco Limma Foto: Redes sociais

A China é um país de referências. A educação, com foco na formação de técnicos e gestores, pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e na digitalização das áreas estratégicas do país são uma base consolidada por aqui. Sem dúvida, a capacidade altamente estratégica de planejamento a médio e longo prazo foram os pilares que construíram o desenvolvimento desse país nos últimos 40 anos.

Todo esse desenvolvimento teve e continua tendo uma forte intervenção estatal na economia, na capacidade de planejar e executar; é o que os asiáticos batizaram de “socialismo ao modo chinês”. Provavelmente foi isso que levou os chineses a reduzir a pobreza de 800 milhões de pessoas para 6 milhões e a desencadear um dos maiores níveis de crescimento econômico e de inclusão da pessoas pobres na classe média.

O “centralismo democrático”, aliado a capacidade técnica dos gestores, ajuda na disciplina operacional e na rapidez da tomada de decisões. Trata-se de uma grande sinergia que ajuda a impulsionar os projetos, confiança e empenho dos chineses. Em geral, a população e as lideranças institucionais colocam o Partido Comunista Chinês como mais importante que o governo e o partido tem a plena confiança dos chineses. 

Aqui percebi claramente que o próximo desafio mundial e, provavelmente a próxima grande revolução, será a da transição energética com investimento forte em energias limpas e Hidrogênio Verde (H2V) para automação digital e produção de alimentos saudáveis. Urge enviar técnicos e gestores brasileiros para aprender com a China sobre planejamento, monitoramento e novas tecnologias para analisar a lógica de sustentabilidade dos chineses, sobretudo, compreender se há aplicabilidade prática em um país como o Brasil.

Embora, ainda ao passo inicial das intenções, é animador perceber as intenções estratégicas do nosso governador Rafael Fonteles, mesmo sabendo que ainda precisamos adquirir capacidade de investimentos em infraestrutura e em pessoal. Vamos buscar esses investimentos! O Brasil, em geral, ainda está iniciando essa longa caminhando na perspectiva da implantação da 4º revolução tecnológica e energética e ainda estamos muito aquém nas políticas de sustentabilidade ambiental porque continuamos tendo como objetivo estratégico apenas a preservação das florestas e a retomada industrial, porém, com a manutenção dos mesmos paradigmas de uso de matriz energética baseada na elevada emissão de carbono. 

Felizmente, a perspectiva para essa mudança de paradigma é crescente, a julgar pelo aumento considerável dos investimentos na geração de energia limpa, notadamente solar e eólica. Ações que serão indispensáveis para a implementação da nova matriz energética tendo como base a produção do H2V e neste quesito o Piauí já iniciou a jornada. Não há dúvidas de que a consolidação dessa nova matriz energética é o novo grande desafio do governo brasileiro, mas no Piauí já estamos seguindo em busca desses novos tempos.

(*) Francisco Limma é engenheiro agrônomo e deputado estadual – PT/PI

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