Saúde

OURO DA JUVENTUDE

Vitamina E retarda o envelhecimento e melhora a pele, aponta pesquisa

O nutriente é repleto de antioxidantes que podem combater os efeitos do envelhecimento

Da Redação

Sexta - 23/01/2026 às 16:00



Foto: Vitamina E protege contra agentes nocivos, contribui para o cuidado da saúde do sangue, do cérebro e da pele
Vitamina E protege contra agentes nocivos, contribui para o cuidado da saúde do sangue, do cérebro e da pele

Um estudo publicado na revista científica Ageing Research Reviews conclui que “a vitamina E é considerada um dos antioxidantes lipossolúveis mais potentes para retardar o envelhecimento e prevenir algumas doenças degenerativas relacionadas à idade”. Diz-se que é o “ouro da juventude” porque protege as células dos efeitos dos radicais livres. Ramiro Heredia, especialista em clínica médica do Hospital de Clínicas José de San Martín, afirma que essa é uma das principais características da vitamina E, uma substância lipossolúvel que, além de proteger contra agentes nocivos, contribui para o cuidado da saúde do sangue, do cérebro e da pele.

Foi a quinta vitamina descoberta, e sua denominação científica (tocoferol) vem do grego toc, que quer dizer criança, e phero, em português, trazer,  já que cumpre funções essenciais no desenvolvimento normal do feto e das crianças. Além desse papel essencial, Heredia acrescenta que, por ter atividade antioxidante, ela é utilizada na prevenção da aterosclerose, das doenças cardiovasculares (ao proteger as lipoproteínas de baixa densidade, LDL, da oxidação) e do câncer.

Vitamina E é utilizada na prevenção da aterosclerose, das doenças cardiovasculares

Seus compostos também protegem e melhoram a pele ao favorecer a circulação, dilatando os vasos sanguíneos e evitando a formação de coágulos de sangue em seu interior, conforme desenvolvido na pesquisa “Efeito da suplementação com vitamina C e vitamina E sobre a função endotelial: uma revisão sistemática”.

"Hoje em dia, também foi comprovado que a vitamina E cumpre um papel na prevenção da trombose", acrescenta Heredia, sem deixar de advertir que ainda são necessários mais estudos que analisem a relação entre a vitamina E e alterações da função imune, demência, Alzheimer, cataratas ou fraturas de quadril.

Cabe destacar que um nível muito baixo de vitamina E pode causar dor nos nervos (neuropatia) e danos na retina (retinopatia), de acordo com um informe publicado pela Clínica Mayo.

Como obter vitamina E?

Substâncias orgânicas como as vitaminas podem ser obtidas por meio de uma dieta que combine alimentos de origem vegetal e animal ou, em alguns casos, por suplementos que depois são sintetizados pelo corpo, ainda que parcialmente. Matías Marchetti, nutricionista, comentou anteriormente ao La Nacion que essa vitamina pode ser encontrada em alimentos como:

  • Óleos vegetais
  • Frutos secos
  • Sementes
  • Cereais integrais
  • Verduras de folhas verdes
  • Frutas como abacate e manga

A vitamina E pode ser prejudicial?

Consumir a vitamina E presente nos alimentos não é perigoso nem prejudicial, informam os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. No entanto, adverte-se que, na forma de suplemento, doses elevadas de vitamina E podem aumentar o risco de sangramento (menor capacidade de coagulação após um corte ou ferimento) e de hemorragia grave no cérebro. Devido a esse risco, o órgão informa que o limite superior de ingestão para adultos é de 1.000 mg/dia para suplementos tanto de vitamina E natural quanto sintética.

Fonte: G1

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