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Universidades brasileiras integram estudo para cura da hepatite B

USP e Ufes participam de consórcio global liderado por Johns Hopkins em busca de tratamento inovador.

Da Redação

30 de agosto de 2026 às 09:07 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Duas universidades públicas brasileiras colaboram internacionalmente para novos tratamentos e cura da hepatite B.
  • A pesquisa é liderada pela Johns Hopkins University e inclui Brasil, Índia, Senegal e Uganda.
  • No Brasil, o estudo é conduzido pela Ufes e USP.
  • O objetivo é entender o vírus e a resposta imunológica em diferentes regiões.
  • Visa eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030.
  • O estudo, de cinco anos, foca também em coinfecções com HIV e busca novos tratamentos.
  • 600 pacientes serão analisados, com 75 acompanhados pela equipe brasileira.
  • A hepatite B pode causar complicações graves como cirrose e câncer hepático.
  • A prevenção no Brasil inclui vacinação pelo SUS e práticas seguras.

Agência Brasil Universidades brasileiras integram estudo para cura da hepatite B

Duas universidades públicas brasileiras estão colaborando com instituições internacionais numa pesquisa que busca novos tratamentos para a hepatite B e, potencialmente, uma cura para a doença. A iniciativa é liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O consórcio reúne grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. Aqui, o estudo é conduzido pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Ufes e pela Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é observar o comportamento do vírus e a resposta imunológica em pacientes de diversas partes do mundo.

"A hepatite B não tem cura. Nossa meta é eliminá-la como problema de saúde pública até 2030", afirma Tânia Reuter, professora do Hucam-Ufes. O estudo também investigará coinfecções com HIV.

Iniciado em 2023 e retomado em 2025, o projeto terá duração de cinco anos. Os pesquisadores analisarão 600 pacientes, incluindo coinfectados por hepatite B e HIV, com 75 deles sendo acompanhados pela equipe de Reuter.

Espera-se identificar fatores genéticos que influenciam a progressão do vírus e possíveis alvos para novos tratamentos. Reuter já recrutou 40 participantes e pretende completar o grupo até o final de 2023.

A hepatite B é uma doença viral grave, silenciosa e altamente contagiosa, capaz de causar cirrose e câncer hepático. No Brasil, houveram 276,6 mil casos confirmados entre 2000 e 2022.

A prevenção é essencial e se dá principalmente por vacinação, disponível no SUS para pessoas de todas as idades, além do uso de preservativos e não compartilhamento de equipamentos perfurocortantes.

Fonte: Agência Brasil