Saúde

VÍCIO

Apostas online crescem entre jovens e elevam preocupação com vício

Adolescentes buscam ajuda para abandonar apostas, dizem especialistas

Teresinha Ferreira

19 de setembro de 2026 às 12:21 ▪ Atualizado há 45 minutos

Ver resumo
  • O aumento das apostas online entre jovens levanta preocupações sobre dependência.
  • Adolescentes estão buscando apoio em grupos como Jogadores Anônimos.
  • Acesso fácil às plataformas de apostas por celular agrava o problema.
  • Estatísticas indicam início de apostas em idades muito jovens.
  • Muitos estudantes do 3º ano do ensino médio no Brasil já apostaram.
  • Casos extremos, como o de Gustavo Pereira, mostram riscos financeiros e mentais.
  • Jovens são mais vulneráveis devido ao desenvolvimento cerebral.
  • Conteúdos infantis que incentivam apostas ilegais são preocupantes.
  • O ECA Digital, sancionado em 2025, cria regras de proteção para menores online.
  • A responsabilidade é compartilhada entre plataformas, famílias e governos.
  • Ações conjuntas de educação, saúde e políticas públicas são necessárias.

Agência Brasil Apostas online
Apostas online

O aumento das apostas online entre os jovens tem causado preocupações sobre a dependência do jogo. Especialistas, como Luiz Carlos, do Jogadores Anônimos, relatam a presença crescente de adolescentes, inclusive de 14 anos, buscando apoio para lidar com o vício.

A facilidade de acesso a plataformas de jogos pelo celular contribui para o cenário alarmante. Estatísticas do Unicef revelam que uma em cada cinco pessoas inicia apostas antes dos 11 anos. No Brasil, quase metade dos estudantes do 3º ano do ensino médio já fez apostas.

Casos como o de Gustavo Pereira, que perdeu meio milhão de reais em apostas, ilustram os riscos financeiros e de saúde mental associados. Aos 18 anos, ele começou a apostar, enfrentando consequências graves ao longo de seis anos. Hoje, aos 24, trabalha para reconstruir sua vida vendendo café em Lages (SC).

A psicóloga Mariana Kehl explica que o cérebro dos jovens está em desenvolvimento, tornando-os mais vulneráveis aos apelos dos jogos. Pesquisa do IBICT mostra que canais infantis incentivam apostas ilegais, agravando a problemática.

Diante disso, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), sancionado em 2025, introduziu regras mais rígidas para plataformas digitais, visando proteger menores. A responsabilidade agora é compartilhada entre plataformas, famílias e Estado.

Especialistas defendem a importância de ações conjuntas envolvendo setores de educação, saúde e políticas públicas para enfrentar o problema de forma eficaz.

Notícias relacionadas

Fonte: Agência Brasil