Projeto universitário auxilia pacientes em tratamento de feridas complexas em Teresina

O termo vem para caracterizar feridas de origens diversas e que afetam a pele e outros tecidos mais profundos


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projeto Foto: Ascom Mob Prexc

Quem olha para uma pessoa lesionada pode até pensar no ditado "o tempo cura tudo", afinal, a ação temporal é responsável por recuperar certas feridas no corpo. No entanto, há um grupo de lesões mais sérias, em que nem o tempo traz o alívio para o sofrimento do paciente. Esse grupo de lesões é conhecida por "Feridas Complexas".

O termo vem para caracterizar feridas de origens diversas e que afetam a pele e outros tecidos mais profundos. O Ministério da Saúde estimou que, entre 2016 e 2017, houve um aumento em 130% no número de casos e que, se não tratados, podem ocasionar amputações.

Histórico do Projeto

Em 2017, estudantes e professores da UFPI reuniram-se para criar o projeto "Boas Práticas de Enfermagem no Tratamento de Feridas Complexas",com o objetivo de ampliar e humanizar o atendimento a pacientes em situação crônica e com feridas de difícil cicatrização.

 "Essas lesões se não tratadas se tornam crônicas", relata a coordenadora do projeto, a Profª Drª de enfermagem da UFPI, Grazielle Freitas. Ela explica que o cuidado adequado possui uma ação direta na qualidade de vida do paciente, além de reduzir custos e abrir mais vagas no sistema de saúde.

"A gente vê que o tratamento de uma ferida crônica pode demorar para cicatrizar e durar até anos. Um paciente que recebe os cuidados corretos, não precisa retornar novamente à internação, reduzindo o ônus do hospital", explica a coordenadora.

Atualmente o projeto funciona no Ambulatório de Cuidados de Portadores de Feridas Complexas do HU-UFPI e recebe, em média, cerca de 12 pacientes por dia. A enfermeira do HU-UFPI, Roxana Mesquita, colaborada do projeto, explica que o acompanhamento é realizado em conjunto com médicos de diversas especialidades e com auxílio de um parque tecnológico que o hospital dispõe.

"É um projeto muito importante, também para os estudantes, porque além de realizarmos a pesquisa e a extensão, também se aprende com o contato com o público, a relacionar-se com a família e com o paciente" diz a enfermeira.

O projeto também busca incentivar o autocuidado e aprimorar as técnicas aprendidas em sala. A estudante Juliana Cavalcante é bolsista do projeto e explica que a extensão permite aos alunos adquirir experiência na área. "Atuamos com foco no tratamento e na prevenção de feridas, nós atuamos tanto na internação, quanto no ambulatório, onde treinamos a avaliação de feridas para oferecer a melhor terapêutica para o cliente".

O projeto "Boas Práticas de Enfermagem no Tratamento de Feridas Complexas" conquistou o primeiro lugar, na área de saúde, no 8º Seminário de Extensão e Cultura da UFPI/5ª Mostra de Comunidades, promovido pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura. 

Atualmente o projeto é coordenado também pela Ms. Ana Carolina Floriano, com participação de 14 estudantes e três enfermeiras do HU-UFPI na supervisão. Para atendimentos, deve-se realizar o agendamento no próprio hospital. Os pacientes são encaminhados pelos médicos ao projeto. 

Fonte: Ascom Mob Prexc

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