Saúde

NOVO TRATAMENTO

HU-UFPI integra estudo internacional que pode reduzir tempo de tratamento da hanseníase

Pesquisa em parceria com Brasil e Índia testa nova droga para forma mais grave da doença

Da Redação

Segunda - 16/02/2026 às 17:11



Foto: Se resultados forem positivos, o tempo de tratamento poderá ser reduzido de 12 para 6 meses
Se resultados forem positivos, o tempo de tratamento poderá ser reduzido de 12 para 6 meses

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) está participando de um estudo clínico internacional que pode representar avanço importante no tratamento da hanseníase multibacilar, forma mais contagiosa e com maior carga bacteriana da doença. A pesquisa é realizada em parceria entre centros do Brasil e da Índia e avalia a eficácia e a segurança de uma nova droga capaz de reduzir pela metade o tempo atual de tratamento.

No Piauí, o estudo é coordenado pela dermatologista Ana Lúcia França. O objetivo é comparar o novo esquema terapêutico com o tratamento padrão recomendado atualmente, que dura 12 meses e combina antibióticos como rifampicina, dapsona e clofazimina. “Se os resultados forem positivos, poderemos reduzir o tempo de tratamento de 12 para 6 meses”, afirma a médica. “Isso significa menos efeitos adversos, maior chance de adesão ao tratamento e esperança de uma qualidade de vida muito melhor para os pacientes, evitando sequelas incapacitantes”, completa.

Hanseníase atinge principalmente a pele e os nervos periférico

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não tratada precocemente, pode provocar perda de sensibilidade, deformidades e incapacidades permanentes. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde, o Brasil ainda está entre os países com maior número de casos novos registrados anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

A forma multibacilar exige tratamento mais prolongado porque apresenta maior quantidade de bacilos no organismo e maior risco de transmissão. Um dos desafios enfrentados pelos pacientes é justamente a duração do tratamento, que pode levar ao abandono da terapia, aumentando o risco de complicações e de continuidade da cadeia de transmissão.

Fonte: Agência Gov

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