Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Teresina passaram a contar com atendimentos gratuitos em hospitais particulares por meio do programa Agora Tem Especialista, do Ministério da Saúde. Na capital piauiense, o Pronto Med Adulto e o Hospital Santa Maria estão entre as unidades privadas que já realizam procedimentos cirúrgicos pelo SUS, ajudando a ampliar a oferta de serviços especializados e a reduzir filas de espera.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, os hospitais integram a rede credenciada do Grupo Athena e já estão habilitados para realizar cirurgias como retirada da vesícula biliar, correção de hérnias, substituição ou reconstrução de articulações e vasectomias. Os atendimentos são totalmente gratuitos para os pacientes, seguindo os critérios e encaminhamentos da rede pública de saúde.
A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas, utilizando a estrutura da rede privada de forma complementar ao SUS. Além de Teresina, o programa já está em funcionamento em outros estados, como Bahia e Maranhão, com atendimentos realizados em hospitais privados conveniados. A medida é possível pela adoção de um modelo pioneiro no sistema de saúde brasileiro: a conversão de dívidas de ressarcimento ao SUS em mais atendimento especializado.
Pacientes continuam regulados pelo SUS, com prioridade conforme critérios clínicos e a gravidade de cada caso
Segundo o Ministério da Saúde, o programa Agora Tem Especialista busca enfrentar um dos principais gargalos da saúde pública no país, que é o tempo de espera por procedimentos especializados. Ao permitir que hospitais particulares realizem cirurgias para pacientes do SUS, o governo amplia a capacidade de atendimento sem custo adicional para a população.
A expectativa é que a adesão de unidades privadas em Teresina contribua para acelerar o acesso da população a cirurgias eletivas, garantindo atendimento mais rápido e ajudando a desafogar a rede pública. O Ministério da Saúde explica que os pacientes continuam sendo regulados pelo SUS, com prioridade definida conforme critérios clínicos e a gravidade de cada caso.
Fonte: Ministério da Saúde
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