Wellington denuncia no Supremo perseguição ao Piauí

Governador relatou impasse sobre empréstimo ao ministro Edson Fachin


Governador Wellington Dias foi ao Supremo Tribunal Federal

Governador Wellington Dias foi ao Supremo Tribunal Federal Foto: Montagem/Paulo Pincel

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT) esteve em Brasília, na manhã desta sexta-feira (27), com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, quando reclamou de perseguição política contra o seu governo, o que tem impedido a liberação do empréstimo no valor de R$ 315 milhões pela Caixa Econômica Federal. 

Fachin havia estabelecido um prazo até terça-feira (24), para que a Caixa encaminhasse ao Supremo Tribunal Federal o cronograma de desembolso da operação de crédito com o governo do Piauí.

Esta semana, o Estado do Piauí ingressou com uma representação ao ministro Edson Fachin pedindo, no prazo de 48 horas, a liberação do empréstimo junto à Caixa Federal. O procurador-geral do Estado, Plínio Clerton, e o chefe do escritório do Piauí em Brasília, Roberto John, acompanharam o governador na audiência no STF.

“Não é fácil comprovar, alguém da ética, alguém que é correto... eu ouvia e posso dizer hoje porque tenho provas, eu ouvia, quando ia a um ministério, quando aí a algum lugar pedir pela liberação desse empréstimo, eu ouvia dizer: “só libera se você garantir que a bancada do Piauí toda vai votar a favor da reforma trabalhista, da reforma da Previdência”. Não é correto. Os partidos têm suas posições, dos parlamentares são livres tanto na Câmara, quanto no Senado, têm a liberdade de se inteirar, prestam conta com o povo eles vão votar de acordo com seu convencimento. “Não. Só libera o empréstimo se garantir voto na Previdência”. Não conseguia provar isso, era difícil”, lembrou Wellington sobre o achaque a governadores praticados por aliados do governo Temer.

Marun

Wellington Dias citou o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que foi advertido pela Comissão de Ética da Câmara por pressionar governadores a apoiar as reformas propostas por Michel Temer, sob pena de não serem contemplados com recursos federais.    

“Quis Deus que o deputado Marun,  líder do Governo na Câmara, viesse a público de viva voz dizer isso: “olha só vai ter liberação de empréstimo para quem seguir aqui as orientações do governo, aprovando as reformas, seja ela trabalhistas e seja da Previdência. Quem não votar para o governo não tem dinheiro de empréstimo. Foi mais ou menos isso o que foi dito. Agora, por coincidência, no momento em que eu estou aqui em Brasília tratando desse tema e essa foi a razão principal para a gente poder recorrer ao Supremo, mostrar que aqueles princípios da moralidade, da liberdade, da improbidade, ou seja, do livre discernimento, da Independência, não estava acontecendo e o conselho de ética da Câmara Federal aplicou agora uma punição ao deputado Marun, uma pena de advertência, e isso é muito raro acontecer no Brasil. Ainda mais alguém que é deputado, hoje ministro, não é fácil", avaliou.

O governador advertiu que existe gente "graúda" por trás dessa demora para protelare até impedir a liberação dos recursos do empréstimo justamente para provocar desgaste ao governo. "Então isso mostra o quanto nós temos peso pesado nessa luta contra o interesse do Piauí. Por isso que nós temos que ter a Lei e o Supremo do nosso lado. Exatamente para proteger o Piauí de poderosos, que estão trabalhando contra os interesses maiores do povo do Piauí. E se Deus quiser vamos vencer”, crê.

Fonte: CCom

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