ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
Natalia Costa
07 de maio de 2026 às 08:42 ▪ Atualizado há 3 horas
Segundo investigação da Polícia Federal (PF), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master teria pago cerca de R$ 500 mil mensais ao senador Ciro Nogueira para supostamente atuar em defesa de interesses privados do banqueiro em Brasília.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, incluiu em sua decisão um diálogo entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um assessor como um dos “elementos indicativos da efetiva realização dos pagamentos relacionados às viagens internacionais” do senador Ciro Nogueira.
O parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (7), durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga suspeitas de favorecimento político em troca de vantagens financeiras oferecidas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Na decisão, André Mendonça reproduz uma troca de mensagens entre Vorcaro e Léo Serrano, assessor do empresário. No diálogo, Serrano questiona:
“Só uma pergunta rápida... é pros meninos continuarem pagando conta dos restaurante do Ciro/Flávia até sábado?”
Em seguida, Vorcaro responde: “Sim. Depois leva meu cartão para Sr. Barths”.
O trecho foi utilizado pelo ministro “a título ilustrativo” para reforçar os argumentos apresentados pela Polícia Federal sobre o suposto custeio de despesas pessoais do senador.
Conforme a decisão, “tais vantagens teriam compreendido hospedagens no Park Hyatt New York, despesas em restaurantes de elevado padrão e outros gastos atribuídos ao parlamentar e à sua acompanhante”.
O texto também menciona a suposta disponibilização de um cartão para pagamento de despesas pessoais. Para o ministro, os elementos apresentados até o momento justificam o aprofundamento das investigações e a adoção de medidas cautelares.
“Há ainda referência à disponibilização de cartão destinado à cobertura de despesas pessoais. Considerados em conjunto e em juízo de cognição sumária, próprio desta fase, tais elementos reforçam a necessidade de aprofundamento probatório e de cautelas a serem adotadas para que provas não sejam ocultadas e ajustes não sejam realizados entre os investigados”, destacou André Mendonça na decisão.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e apura possíveis crimes envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político.
Fonte: Folha de São Paulo/Mônica Bergamo
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