Política

INVESTIGAÇÃO FEDERAL

Vorcaro deve fechar delação até fim desta semana e entregar políticos e empresários

Preso pela PF em Brasília, investigado pretende formalizar proposta no início de maio

Natalia Costa

27 de abril de 2026 às 10:54 ▪ Atualizado há 52 minutos

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  • Daniel Vorcaro está preso desde 19 de março na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
  • Ele está trabalhando em um acordo de delação premiada.
  • A proposta de delação deve ser entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República no início de maio.
  • O acordo será analisado pelo ministro do STF, André Mendonça.
  • Vorcaro mantém reuniões diárias com seus advogados apesar de enfrentar problemas de saúde.
  • O advogado José Luís Oliveira Lima conduz a delação, com apoio de Sérgio Leonardo e outros.
  • A delação pode implicar políticos, empresários e agentes do mercado financeiro.
  • Vorcaro também planeja propor a devolução de valores irregulares investigados em fraudes financeiras.

Daniel Vorcaro está preso na sede da PF em Brasília
Daniel Vorcaro está preso na sede da PF em Brasília

Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março, o banqueiro Daniel Vorcaro trabalha para fechar um acordo de delação premiada ainda nesta semana.

A proposta deve ser entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República no início de maio. Em seguida, o material será encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, responsável pela homologação do acordo.

Desde que foi transferido para a sede da PF, Vorcaro mantém reuniões diárias com seus advogados, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Os encontros seguem mesmo após o investigado apresentar um quadro de infecção urinária, que não interrompeu as negociações.

Negociação da delação

A delação é conduzida pelo advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, com apoio de outros integrantes da defesa, incluindo Sérgio Leonardo.

Segundo informações, Vorcaro pretende incluir na delação nomes de políticos, empresários e agentes do mercado financeiro supostamente envolvidos no esquema investigado. Além disso, o banqueiro deve propor a devolução de valores considerados irregulares.

O caso é apurado em investigação sobre possíveis fraudes financeiras e segue sob responsabilidade das autoridades federais.

Fonte: Igor Gadelha/Metrópoles