NOVO GOVERNO
Por Redação
30 de outubro de 2026 às 11:23 ▪ Atualizado há 1 hora
A formação dos ministérios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o mandato que começa em janeiro de 2027 já movimenta os bastidores de Brasília. Após a vitória nas eleições, o presidente iniciou as articulações para reorganizar a Esplanada dos Ministérios, com a possibilidade de mudanças em áreas estratégicas, como Economia, articulação política, Comunicação e Segurança Pública.
Entre os nomes cotados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o atual ministro Dario Durigan e o deputado federal André Janones (Rede-MG). O promotor de Justiça Lincoln Gakiya também aparece nas discussões sobre a criação de uma nova pasta.
Quem pode assumir o Ministério da Fazenda?
A disputa pelo comando da equipe econômica reúne nomes políticos e técnicos. Geraldo Alckmin e Rafael Fonteles são apontados entre as principais possibilidades para assumir o Ministério da Fazenda. O governador piauiense ganhou projeção nacional pela atuação na campanha eleitoral e pela experiência anterior como secretário estadual da Fazenda.
Alckmin, por sua vez, é considerado um nome de confiança de Lula e tem experiência na gestão pública e na área econômica. A permanência do atual ministro Dario Durigan também está entre as possibilidades. Outro nome mencionado nos bastidores é o do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Segundo informações da Reuters, Lula ainda avalia qual perfil poderá conduzir a política econômica do próximo governo, levando em consideração a necessidade de sinalizar responsabilidade fiscal e manter diálogo com o mercado financeiro.
Camilo Santana e Haddad estão na disputa por cargos estratégicos
Na articulação política do Palácio do Planalto, o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana aparece como um dos favoritos para assumir a Casa Civil, atualmente comandada por Rui Costa. Ele ganhou protagonismo durante o segundo turno das eleições e participou da coordenação da campanha presidencial.
Fernando Haddad também é cotado para ocupar uma posição de destaque no próximo governo. O ex-ministro da Fazenda, que disputou o Governo de São Paulo, aparece entre as possibilidades para a Casa Civil, o Ministério da Justiça e até a futura pasta da Segurança Pública.
Janones pode assumir cargo no Planalto
Responsável pela mobilização digital da campanha presidencial e pela criação do canal de WhatsApp Exército do Lula, André Janones também está entre os nomes cotados. O deputado é mencionado para a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou para a Secretaria-Geral da Presidência. Uma das possibilidades discutidas é a criação de uma estrutura específica para fortalecer a comunicação digital do governo.
Na quinta-feira (29), Janones afirmou que não descarta assumir um ministério ou outra função no Executivo, mas ressaltou que pretende conversar com Lula antes de tomar qualquer decisão.
Lincoln Gakiya é cotado para Segurança Pública
Outro nome que aparece nas articulações é o do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi citado para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública, caso a nova estrutura seja criada.
Entretanto, informações mais recentes apontam que Lula tem preferência por um nome com perfil político para chefiar a pasta. Camilo Santana e Fernando Haddad também estão entre os avaliados para a função. A criação do ministério depende da aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.
Apesar das articulações, ainda não há anúncios oficiais sobre a composição completa da equipe ministerial. A expectativa é que as escolhas considerem tanto a experiência administrativa dos nomes quanto a necessidade de ampliar a base de apoio do governo no Congresso Nacional.
Fonte: Band Jornalismo
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