Política

TRANSPARÊNCIA

TSE realiza nova reunião com embaixadores sobre urnas eletrônicas

Encontro busca esclarecer o sistema eleitoral brasileiro e combater fake news

Teresinha Ferreira

27 de julho de 2026 às 12:54 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O TSE agendou uma reunião em 17 de agosto com embaixadores e organismos internacionais para explicar o sistema eleitoral brasileiro.
  • O objetivo é reforçar a transparência do processo para a comunidade internacional.
  • O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, liderará as explicações sobre as urnas eletrônicas.
  • A iniciativa responde a alegações de Flávio Bolsonaro sobre a confiabilidade das urnas, consideradas falsas pelo TSE.
  • Flávio Bolsonaro afirmou, sem provas, que urnas seriam da Smartmatic, o que o TSE refutou.
  • Críticos veem isso como uma continuidade da estratégia de Jair Bolsonaro em desacreditar o sistema eleitoral.
  • As eleições contarão com observadores internacionais de várias organizações, reforçando a transparência do processo.

Agência Brasil Ministro Kássio Nunes Marques
Ministro Kássio Nunes Marques

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais para explicar o funcionamento da urna eletrônica brasileira e o sistema eleitoral do país. O evento acontecerá na sede do TSE, reforçando a estratégia de transparência direcionada à comunidade internacional.

Durante o encontro, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, dará continuidade às explicações sobre as urnas eletrônicas. Esta iniciativa ocorre após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, seguir os passos de seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, ao divulgar informações falsas sobre a confiabilidade do sistema de votação brasileiro para embaixadores estrangeiros.

Flávio Bolsonaro alegou, sem apresentar provas, que muitas urnas usadas nas eleições seriam da Smartmatic, empresa associada ao sistema eleitoral venezuelano. O TSE reafirma que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares utilizados no Brasil. A Justiça Eleitoral projetou as urnas e contratou empresas por licitação pública para sua produção.

Críticos veem o episódio como uma continuação da estratégia de Jair Bolsonaro, que, em 2022, reuniu embaixadores para discutir sem provas a segurança das urnas, em alegações já desmentidas pela Justiça Eleitoral.

O TSE destaca que as eleições contarão com a presença de observadores internacionais da União Europeia, OEA, Parlasul, Carter Center, Uniore e Rojae-CPLP, compondo a Missão de Observadores Eleitorais para acompanhar o pleito de outubro.

Fonte: Agência Brasil