Política

ELEIÇÕES E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

TSE discute uso de inteligência artificial nas eleições

Encontro abordará processo sobre imagens geradas por IA em evento do PL para candidatura de Flávio Bolsonaro.

Teresinha Ferreira

11 de agosto de 2026 às 11:50 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O TSE discutirá o uso de IA nas eleições de 2023, liderado por Kassio Nunes Marques.
  • A reunião visa encontrar uma posição unificada sobre o tema entre os ministros.
  • O debate surgiu de um caso envolvendo imagens sintéticas na convenção do PL.
  • O PT questionou um vídeo do evento que supostamente utiliza deepfake de Jair Bolsonaro.
  • O vídeo, segundo o PT, viola regras eleitorais ao mencionar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • A defesa de Flávio Bolsonaro nega que o vídeo seja um deepfake, alegando que ele não é apresentado como autêntico.

Agência Brasil Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a liderança de Kassio Nunes Marques, realizará uma reunião nesta quinta-feira (13) para discutir o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições de 2023. O objetivo é buscar uma posição unificada entre os ministros da Corte.

A deliberação parte de um processo pendente no TSE, relacionado ao uso de imagens sintéticas durante a convenção do PL em 25 de julho, evento que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

O caso foi levado ao TSE pelo PT, partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de encaminhar a questão a voto em plenário, Nunes Marques, relator do processo, busca uma decisão consensual entre os ministros.

Em época de eleições, o TSE frequentemente promove encontros a portas fechadas para fortalecimento dos posicionamentos jurídicos e demonstração de unidade interna.

O material em questão, contestado pelo PT, inclui um vídeo em que técnicas de deepfake foram utilizadas para criar uma imagem digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

Na gravação, a imagem de Bolsonaro esclarece não ser real, afirmando: “Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial” e faz referências indiretas à candidatura do filho Flávio.

O PT argumenta que o vídeo infringe regras do TSE para uso de IA ao incluir referências ao cargo disputado e pedidos de voto. A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro nega tratar-se de deepfake, alegando que o vídeo não tenta se passar por autêntico.

Fonte: Agência Brasil