Política

JUSTIÇA E ECONOMIA

STF proíbe revogação unilateral de ICMS pelos estados

Decisão exige que alterações no ICMS sigam diretrizes do Confaz.

Teresinha Ferreira

25 de setembro de 2026 às 00:35 ▪ Atualizado há 40 minutos

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  • O STF decidiu que estados não podem revogar unilateralmente benefícios fiscais de ICMS aprovados pelo Confaz.
  • Decisões do Confaz não alteram automaticamente a legislação estadual, e a revogação de benefícios exige aprovação de quatro quintos de seus membros.
  • Caso abordou a "guerra fiscal" entre estados, com ações de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima contra São Paulo.
  • São Paulo havia extinto e depois reestabelecido a isenção de ICMS para Áreas de Livre Comércio, limitando-a até setembro.
  • A decisão do STF foi de 6 a 3, acompanhando a relatora Cármen Lúcia, que destacou riscos de desestabilização econômica.
  • Ministros Dino, Zanin, Moraes, Toffoli e Fachin apoiaram; Fux, Mendonça e Marques foram a favor da autonomia estadual.

Agência Brasil Supremo Tribunal Federal (STF)
Supremo Tribunal Federal (STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (24) que benefícios fiscais relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovados por convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), não podem ser revogados unilateralmente pelos estados.

Segundo o STF, as decisões do Confaz não alteram automaticamente as legislações estaduais. Após a incorporação de novas diretrizes, a revogação dessas deve seguir as orientações do conselho, que é composto por representantes do Ministério da Fazenda e secretários estaduais.

Conforme as regras do Confaz, a revogação de benefícios fiscais exige a aprovação de pelo menos quatro quintos de seus membros.

O julgamento abordou a chamada "guerra fiscal" entre estados, motivado por ações de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima contra um decreto do governo de São Paulo em 2020. O decreto extinguiu a isenção de ICMS para mercadorias destinadas a Áreas de Livre Comércio no Norte.

Em janeiro, São Paulo reestabeleceu a isenção, mas limitou-a até 30 de setembro. A decisão do STF, por 6 votos a 3, seguiu o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que argumentou que revogações unilaterais podem desestabilizar economicamente outros estados.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin apoiaram o entendimento. Já o ministro Luiz Fux votou pela autonomia dos estados na revogação dos benefícios sem a necessidade de aprovação prévia do Confaz, seguido por André Mendonça e Nunes Marques.

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Fonte: Agência Brasil