Política

CAMPANHA

Samira de Castro critica "tiktokização" na campanha eleitoral

Presidenta da Fenaj alerta para debate superficial e crise no STF

Teresinha Ferreira

15 de setembro de 2026 às 08:46 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Samira de Castro critica a superficialidade das campanhas eleitorais no Brasil, chamando atenção para a "tiktokização" do processo.
  • Aponta que a busca por audiência instantânea desvia o foco dos problemas reais do país.
  • A atenção excessiva à crise política-institucional com o STF toma o espaço de discussões sobre propostas de governo.
  • Alerta contra o "jornalismo declaratório" que trata complexidades de forma superficial.
  • Defende que a mídia deve equilibrar a cobertura de crises com debates sobre problemas estruturais, como a crise ambiental.
  • Destaca a importância de um jornalismo que reconheça seu papel social, sem se limitar ao engajamento temporário.
  • Observa que temas urgentes, como mudanças climáticas, precisam de maior atenção nas campanhas eleitorais.

Agência Brasil Samira de Castro
Samira de Castro

Samira de Castro, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), criticou a superficialidade das campanhas eleitorais no Brasil, alertando para um fenômeno que chama de "tiktokização" do processo eleitoral.

Em entrevista à Agência Brasil, Samira destacou que a busca por audiência instantânea, tanto pela mídia quanto por candidatos, tem desviado a atenção dos reais problemas do país. Ela mencionou que a atenção excessiva à crise político-institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras entidades, impacta o foco nas propostas de governo.

Sofremos um processo violento de 'tiktokização' da campanha eleitoral. Tudo se resume à dancinha”, afirmou. Samira enfatizou a importância de o jornalismo ir além da superficialidade e cobrir temas estruturais, como a crise ambiental e a exploração de recursos naturais.

Questionada sobre os efeitos da crise no STF sobre o debate eleitoral, Samira destacou que essa pauta monopoliza o noticiário, relegando as demandas sociais a segundo plano. Ela citou o perigo do "jornalismo declaratório", que trata questões complexas de forma superficial.

Para Samira, é crucial que a mídia balanceie a cobertura da crise com a promoção de debates sobre problemas estruturais. Apesar da necessidade de cobrir eventos de alta audiência, ela recomenda visão de longo prazo e engajamento com fontes diversas.

Samira também pontuou que a crise beneficia alguns segmentos, refletindo em coberturas enviesadas. Enfatizou o papel do jornalismo em reconhecer seu papel social e não se limitar à busca por engajamento momentâneo nas redes sociais.

Conforme Samira, temas urgentes como as mudanças climáticas e a exploração de terras raras precisam de maior atenção nas discussões eleitorais, sugerindo que estas pautas não estão recebendo o enfoque devido nos debates atuais.

Fonte: Agência Brasil