Política

SUCESSÃO NA SEGURANÇA

Rafael Fonteles pode optar por nome fora da Polícia para comandar Secretaria de Segurança

Sucessão é tratada como uma das decisões mais sensíveis do momento, pelo peso político da pasta e pelo impacto na percepção pública da segurança

Da Redação

Quarta - 21/01/2026 às 16:24



Foto: Os delegados Matheus Zanatta e Anchieta Nery são cotados para a Segurança
Os delegados Matheus Zanatta e Anchieta Nery são cotados para a Segurança

A sucessão no comando da Secretaria de Segurança Pública do Piauí deve ir além dos nomes da área policial. Com a ida de Chico Lucas para a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, cresce nos bastidores do Palácio de Karnak a avaliação de que o governador Rafael Fonteles pode optar por um nome que não seja a polícia. Na avaliação de alguns governistas, a decisão seria uma  forma de preservar autonomia administrativa e evitar amarras corporativas na condução da política de segurança do Estado. 

Embora o governador ainda não tenha se manifestado publicamente sobre a sucessão, interlocutores próximos indicam que a decisão passará menos pela origem funcional do futuro secretário e mais pelo perfil de articulação, capacidade de gestão e alinhamento com a estratégia integrada do governo.

 Mesmo com essa leitura, nomes ligados à Polícia Civil aparecem entre os mais comentados nos bastidores. Entre eles, os delegados Matheus Zanatta, que atualmente é superintendente de Operações Integradas da Secretaria, e Anchieta Nery, diretor de Inteligência Estratégica da Segurança. Os dois são pessoas de confiança de Chico Lucas e com trajetória reconhecida na área de investigação e experiência no sistema de segurança pública.

A presença de delegados na lista de cotados, no entanto, não garante a escolha final. Aliados do governador avaliam que a nomeação de um delegado poderia reforçar uma lógica corporativa dentro da secretaria, o que reduziria a margem de atuação transversal da pasta junto a outras áreas do governo.

A aposta de parte do núcleo político é que Rafael Fonteles busque um perfil com distanciamento institucional das corporações, capaz de dialogar com Polícia Civil, Polícia Militar, sistema prisional e órgãos federais sem representar diretamente nenhum desses segmentos. A leitura é que a segurança pública, no atual desenho do governo, deve seguir integrada a políticas sociais, tecnologia, inteligência e prevenção, exigindo um secretário com visão mais ampla do que apenas o comando operacional das forças policiais. Nos bastidores, a sucessão já é tratada como uma das decisões mais sensíveis do momento, tanto pelo peso político da pasta quanto pelo impacto direto na gestão e na percepção pública da segurança no Estado.

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