Política

FOLGAS

Projeto de lei propõe duas folgas anuais para doação de sangue

Deputado busca aumentar estoque de sangue com mais um dia de folga por ano

Teresinha Ferreira

13 de julho de 2026 às 08:57 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Projeto de Lei 2520/26 propõe que trabalhadores possam se ausentar do trabalho duas vezes ao ano para doar sangue.
  • Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho permite uma ausência anual para doação sem prejuízo salarial.
  • O objetivo é aumentar os estoques de sangue do Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A cada seis meses, o trabalhador poderá faltar um dia ao trabalho, desde que a doação seja comprovada.
  • O Brasil precisa de cerca de 5 mil bolsas de sangue diárias, mas apenas 1,4% da população doa regularmente.
  • A proposta será analisada por comissões antes de ser votada no Plenário devido ao regime de urgência.
  • Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Agência Câmara Segundo o texto, o trabalhador poderá faltar ao serviço por um dia a cada seis meses sem prejuízo salarial
Segundo o texto, o trabalhador poderá faltar ao serviço por um dia a cada seis meses sem prejuízo salarial

O Projeto de Lei 2520/26, do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), propõe ampliar de uma para duas vezes ao ano o direito do trabalhador de se ausentar do trabalho para doar sangue. A proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), busca incentivar o aumento dos estoques de sangue no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o texto, o trabalhador poderá faltar ao serviço por um dia a cada seis meses sem prejuízo salarial, desde que a doação seja comprovada. A iniciativa visa garantir maior previsibilidade e segurança nos estoques de sangue, conforme afirmou Doutor Luizinho.

De acordo com o Ministério da Saúde, são necessárias cerca de 5 mil bolsas de sangue diárias para atender à demanda nacional. Atualmente, apenas 1,4% da população brasileira doa sangue, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma taxa entre 1% e 3% para manter um sistema estável.

O projeto, que possui caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como o regime de urgência foi aprovado, a proposta pode ser votada diretamente no Plenário. Para virar lei, necessita do aval da Câmara e do Senado.

Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados - O deputado Doutor Luizinho é o autor do projeto.

Fonte: Agência Câmara